Depois de 16 anos no poder e desmontando a democracia e liberdades fundamentais na Hungria, Viktor Orbán foi derrotado nas urnas. O resultado representa um abalo para a extrema direita mundial, para a credibilidade de Donald Trump e o fim político de um aliado para a família Bolsonaro.
Neste domingo, com mais de 60% das urnas apuradas, os resultados indicavam uma vitória ampla da oposição. O Tisza, partido de Peter Magyar, teria 136 dos 199 assentos do parlamento, enquanto o Fidesz, legenda de Orbán, ficaria com 56 cadeiras. Já o Mi Hazánk ocuparia os 7 assentos restantes.

Se na sexta-feira mais de 100 mil pessoas foram às ruas de Budapeste para pedir o fim da Era Orbán, o resultado levou uma multidão para festejar no centro da capital.
Dias antes, o país havia sido tomado por uma ofensiva do governo de Donald Trump para tentar resgatar seu aliado. A Casa Branca despachou para o país europeu o vice-presidente JD Vance para fazer campanha por Orbán.
A eleição registrou uma taxa de participação de quase 78%, um recorde absoluto em sua história democrática. Mas, nas últimas horas, aliados de Orbán sugeriram nas redes sociais que poderiam questionar os resultados das urnas. A narrativa apresentada é de que supostas suspeitas de fraude eleitoral teriam sido registradas.



