A Guarda Revolucionária do Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), atirou em dois petroleiros indianos que transitavam pela via marítima e disse que o que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz sobre a rota não tem validade.
As ações do Irã dois dias após o anúncio de Trump de um cessar-fogo de dez dias de Israel no Líbano, um dos pontos centrais das negociações na guerra dos EUA, Irã e Israel, que começou no dia 28 de fevereiro.
Neste sábado (18), tanto os EUA quanto o Irã sinalizam que conversas sobre negociação continuam em andamento. O Irã afirmou estar analisando novas propostas dos EUA e Trump disse que “conversas muito boas estão acontecendo”, ao ser questionado por jornalistas sobre a guerra com o Irã.
Novo fechamento do Estreito de Ormuz
O Irã voltou a restringir, neste sábado (18), o tráfego no Estreito de Ormuz e afirmou que a reabertura da via depende do fim das restrições impostas pelos Estados Unidos a portos iranianos. A decisão retoma a escalada de tensão após o país já ter alertado, na sexta-feira (17), que fecharia a passagem caso o bloqueio naval americano fosse mantido.

O presidente Donald Trump declarou que a presença militar dos EUA na região continuará até que as negociações com o Irã sejam concluídas “100%”. Apesar disso, afirmou que o estreito estaria aberto e pronto para o tráfego internacional, o que contrasta com a posição iraniana.
A reabertura da rota havia sido anunciada dias antes, após sinalizações de cessar-fogo envolvendo Israel e Líbano, tema central nas negociações mais amplas que incluem Irã e Estados Unidos. O controle do Estreito de Ormuz é considerado estratégico, já que a via é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Com o novo fechamento, forças iranianas dispararam contra dois petroleiros que atravessavam a região, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. De acordo com a autoridade, as embarcações e suas tripulações não sofreram danos.
O próprio Irã confirmou ter atirado contra navios-tanque indianos com o objetivo de forçá-los a deixar a área. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que embarcações que se aproximarem do estreito poderão ser consideradas como colaboradoras de forças inimigas e, portanto, sujeitas a ataques.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (18) que embarcações e seus proprietários devem seguir as notícias divulgadas pela própria Marinha, e que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz “não têm validade”, segundo a Reuters.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã também afirmou que navios que se aproximarem do Estreito de Ormuz serão considerados cooperando com o “inimigo” e serão alvo de ataque, segundo a mídia iraniana.
Especificamente sobre a Marinha dos EUA, o comandante local da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que a organização sofrerá um “duro golpe” se atacar embarcações iranianas.



