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sexta-feira, 3 abril, 2026
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Irã: Preço global do açúcar dispara com temor de aposta do Brasil no etanol

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Os preços mundiais das commodities alimentares subiram em março pelo segundo mês consecutivo, em grande parte devido ao aumento dos preços da energia, ligado à escalada do conflito no Oriente Médio. O alerta foi feito nesta sexta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais nos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares comercializadas globalmente, registrou média de 128,5 pontos em março, um aumento de 2,4% em relação a fevereiro e 1,0% acima do nível de um ano atrás.

Mas um dos destaques foi o aumento de 7,2% no índice de preço do açúcar em março e o motivo é justamente a produção brasileira.

“A crescente expectativa de que o Brasil, principal exportador de açúcar, utilize mais cana-de-açúcar para produzir etanol como forma de compensar a alta dos preços internacionais do petróleo bruto superou a perspectiva geralmente favorável da oferta global para a safra atual”, avaliou a FAO.

Já o Índice de Preços de cereais da FAO subiu 1,5%, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços mundiais do trigo, que subiram 4,3%. O aumento dos custos dos fertilizantes foi um dos fatores.

As cotações globais do milho subiram ligeiramente, já que a ampla disponibilidade global compensou as preocupações com a acessibilidade dos fertilizantes e o apoio indireto das maiores perspectivas de demanda por etanol, ligadas ao aumento dos preços da energia.

“Os aumentos de preços desde o início do conflito têm sido modestos, impulsionados principalmente pela alta dos preços do petróleo e atenuados pela ampla oferta global de cereais”, afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero. “Mas se o conflito se estender por mais de 40 dias, com altos custos de insumos e margens de lucro baixas, os agricultores terão que escolher: cultivar da mesma forma com menos insumos, plantar menos ou mudar para culturas que exigem menos fertilizantes. Essas escolhas afetarão as safras futuras e moldarão nosso abastecimento de alimentos e os preços das commodities pelo resto deste ano e por todo o próximo”, disse.

O Índice de Preços de Óleos Vegetais subiu 5,1%. As cotações internacionais para óleo de palma, soja, girassol e canola aumentaram, refletindo os efeitos indiretos dos fortes aumentos nos preços do petróleo bruto, que catalisaram as expectativas de maior demanda por biocombustíveis.

O Índice de Preços da carne aumentou 1,0%, impulsionado pela alta dos preços da carne suína na União Europeia. Segundo a FAO, isso ocorreu “em função do fortalecimento da demanda sazonal, juntamente com a elevação dos preços mundiais da carne bovina, particularmente no Brasil, onde a oferta para exportação foi reduzida pela escassez de gado”.

Já os preços da carne ovina e de aves caíram, em parte devido a restrições logísticas que limitam o acesso aos mercados do Oriente Médio. Já o setor de lácteos teve aumento de 1,2%.

 

 

 





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