A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) que atingiu um caça F-15 “inimigo” que sobrevoava a costa sul do país. A informação foi divulgada pelas agências estatais iranianas.
Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o caça foi detectado perto da ilha de Ormuz, que pertence ao Irã e fica no Estreito de Ormuz, e alvejado com defesas aéreas terra-ar. “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.
A Guarda divulgou um vídeo que mostra um jato que se assemelha com o F-15 travado na mira da defesa aérea. Depois, um rastro toma conta da aeronave, no que parece ter sido o momento em que foi alvejada.
Tanto os EUA quanto Israel possuem o modelo em suas frotas. Nenhum dos dois países se pronunciou sobre o incidente até o momento.
Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária do Irã reivindicou um ataque a um caça F-35 dos Estados Unidos, um dos modelos mais avançados do mundo. A aeronave teve que fazer um pouso de emergência em uma base norte-americana no Oriente Médio.

Tensão no Oriente Médio
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã entrou em seu 23º dia neste domingo. Os países trocam bombardeios diariamente, com danos aos territórios israelense e iraniano.
Trump diz que ‘aniquilará’ usinas de energia do Irã se Ormuz não for reaberto em 48 h
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu neste sábado (21) ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura elétrica.
“Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA”, ameaçou o mandatário em sua rede Truth Social, avisando que atacará primeiro a maior delas.
Desde que Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã fechou de fato o estreito em represália. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo atravessa Ormuz em tempos de paz.



