[ad_1]
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que a queda de 0,69% nos preços dos alimentos consumidos no domicílio foi o principal fator de alívio da inflação de julho, beneficiando especialmente os mais pobres, que gastam mais com alimentação. O movimento ajudou a neutralizar o impacto do reajuste de 3,0% nas tarifas de energia elétrica, que pressionou o grupo habitação.
Para as faixas de renda muito baixa, a inflação registrou leve retração, passando de 0,20% em junho para 0,19% em julho. Já as classes de renda baixa e média mantiveram relativa estabilidade.
Renda alta: serviços e passagens pressionam inflação
Na contramão, as famílias de renda alta viram a inflação acelerar de 0,28% para 0,44%, puxada principalmente por:
✔️ Alta de 19,9% nas passagens aéreas
✔️ Reajuste de 1,6% nos serviços de recreação
✔️ Alta de 0,87% em alimentação fora do domicílio
Esses grupos têm maior peso no orçamento das famílias mais abastadas, o que reduziu o impacto positivo da deflação dos alimentos.
Pobres lideram alta de preços
Mesmo com o recuo recente, as faixas de renda muito baixa e baixa acumulam a maior inflação no ano (3,4%). Entre os principais vilões estão:
✔️ Alimentos no domicílio (+2,9%)
✔️ Energia elétrica (+10,2%)
✔️ Passagens de ônibus urbano (+6,7%)
Já a faixa de renda alta registra a menor inflação no acumulado (3,0%), favorecida pela queda de 13,6% nas tarifas aéreas.
Comparativo anual: inflação avança para os mais pobres
Em relação a julho de 2024, a inflação acelerou entre os mais pobres e desacelerou para os mais ricos. A inflação das famílias de renda muito baixa subiu de 0,09% para 0,19%, enquanto entre os mais ricos caiu de 0,80% para 0,44%.
Dois fatores explicam a diferença:
✔️ Deflação menos intensa dos alimentos em 2025 (-0,69% contra -1,5% em 2024)
✔️ Reajuste maior da energia elétrica em 2025 (3,0% contra 1,9% em 2024)
Acumulado em 12 meses: desigualdade persiste
Considerando os últimos 12 meses, a inflação segue mais alta para os mais pobres (5,43%) e menor para os mais ricos (5,04%). As principais pressões inflacionárias vêm de:
Alimentos e bebidas:
- Carnes (+23,4%)
- Aves e ovos (+10,5%)
- Óleo de soja (+19,5%)
- Café (+70,5%)
Habitação:
- Energia elétrica (+7,3%)
- Gás de botijão (+5,6%)
Saúde e cuidados pessoais:
- Produtos farmacêuticos (+4,7%)
- Itens de higiene (+4,1%)
- Serviços e planos de saúde (+6,8%)
Transportes:
- Tarifas de ônibus urbano (+6,0%)
- Aplicativos de transporte (+42,7%)
- Gasolina (+2,8%) e etanol (+3,2%)
Despesas pessoais e educação (renda alta):
- Serviços pessoais (+5,1%)
- Mensalidades escolares (+6,5%)



