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quinta-feira, 26 março, 2026
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Índices futuros recuam com tensões geopolíticas

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Os índices futuros de Nova York operam em leve queda nesta quinta-feira (26), acompanhando o movimento dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), enquanto o petróleo avança em meio à persistência das tensões no Oriente Médio e sinais contraditórios entre Estados Unidos e Irã sobre um possível cessar-fogo.

O movimento reflete a deterioração do apetite por risco, em um cenário no qual o encarecimento da energia amplia temores inflacionários e pressiona as perspectivas de crescimento global. Na Ásia, as bolsas recuaram cerca de 1%, interrompendo dois dias de ganhos, enquanto ações de tecnologia também perderam força após notícias envolvendo o Google.

O índice global MSCI ACWI caminha para sua primeira queda semanal, indicando perda de fôlego do otimismo recente diante do impasse diplomático e da ausência de sinais concretos de resolução do conflito.

No mercado de commodities, o petróleo tipo Brent subiu cerca de 2%, voltando à faixa de US$ 104 por barril, após a queda da véspera. A volatilidade reflete a sensibilidade dos preços às manchetes sobre as negociações, com altas e baixas alternadas ao longo da semana.

O avanço do petróleo também pressiona o mercado de renda fixa. O rendimento da Treasury de 10 anos sobe para 4,36%, acumulando alta relevante desde o início do conflito, em meio à expectativa de juros elevados por mais tempo.

No radar doméstico, investidores acompanham a divulgação da prévida da inflação (IPCA-15) de março, com expectativa de alta de 0,29%, além do Relatório de Política Monetária do Banco Central. Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego também devem orientar os mercados.

No noticiário corporativo, Braskem, Hapvida e Petz-Cobasi divulgam resultados do quarto trimestre após o fechamento.

Brasil

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (25) no maior patamar desde 2 de março, primeiro pregão após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao avançar 1,60%, aos 185.424,28 pontos — ganho expressivo de 2.915,14 pontos e terceira alta consecutiva. Naquela sessão de 2 de março, o índice havia fechado aos 189.307,02 pontos, com leve alta de 0,28%.

O movimento positivo não se restringiu ao Brasil. O otimismo predominou globalmente: bolsas em Nova York e na Europa fecharam com ganhos consistentes, enquanto o petróleo recuou de forma significativa — ainda que o Brent permaneça acima de US$ 100 — e o ouro também caiu.

No câmbio, o real se valorizou, com o dólar comercial recuando 0,65%, a R$ 5,220, após mínima de R$ 5,205, próxima de romper o nível de R$ 5,20. Já os juros futuros (DIs) encerraram o dia sem direção única.

Europa

As bolsas europeias abriram em território negativo nesta quinta-feira, com os investidores avaliando os sinais contraditórios sobre um possível fim da guerra no Oriente Médio.

STOXX 600: -0,87%
DAX (Alemanha): -1,18%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,82%
CAC 40 (França): -0,56%
FTSE MIB (Itália): -0,69%

Estados Unidos

Os futuros dos Estados Unidos recuam nesta manhã, em movimento contrário ao fechamento dos mercados na véspera. Em dia de agenda de dados macroeconômicos esvaziada, os agentes seguem acompanhando os desdobramentos do conflito EUA-Irã.

Dow Jones Futuro: -0,62%
S&P 500 Futuro: -0,67%
Nasdaq Futuro: -0,78%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em queda majoritária hoje, após o Irã ter sinalizado a intenção de não manter conversas diretas com os Estados Unidos para o fim do conflito.

Shanghai SE (China), -1,09%
Nikkei (Japão): -0,27%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,89%
Nifty 50 (Índia): +1,72%
ASX 200 (Austrália): -0,10%

Petróleo

Os futuros do petróleo voltaram a subir hoje, após queda de 2% na véspera diante de sinais de avanço nas negociações para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Petróleo WTI, +3,80%, a US$ 93,72 o barril
Petróleo Brent, +3,57%, a US$ 105,87 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados semanais de auxílio-desemprego semanal.

Por aqui, no Brasil, a contratação de energia eólica e solar no Brasil voltou a registrar crescimento no ano passado apesar da crise enfrentada pelo segmento, impulsionada por uma corrida entre as empresas para fechar negócios antes de uma mudança na lei, de acordo com um estudo divulgado na quarta-feira pela Clean Energy Latin America (Cela). O levantamento da consultoria mostrou que 40 contratos de energia renovável foram assinados no mercado livre brasileiro em 2025, somando 1.207 megawatts-médios (MWmédios) negociados e 4,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada nas usinas geradoras.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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