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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Índices futuros dos EUA recuam em meio dúvidas sobre investimentos em IA

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta terça-feira (2), refletindo nova aversão ao risco após a interrupção da sequência de cinco altas na véspera. Persistem dúvidas sobre a trajetória da inflação, avaliações esticadas nos mercados e o retorno dos investimentos ligados à Inteligência Artificial.

Apesar do clima mais cauteloso, investidores mantêm expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense, na próxima semana. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, a probabilidade de redução da taxa está em 87,6%, nível muito superior ao observado em novembro.

No Brasil, o destaque do dia é a divulgação da produção industrial de outubro, às 9h, com projeção de alta de 0,4% ante setembro e de 0,2% na comparação anual.

No cenário político, a Comissão Mista de Orçamento discute a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, enquanto a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado deve votar o projeto que amplia a tributação sobre fintechs e casas de apostas. Também está prevista a análise do relatório da MP 1.309/2025, que libera R$ 30 bilhões para setores afetados por tarifas dos EUA.

O presidente Lula (PT) cumpre agenda em Pernambuco, com eventos na Refinaria Abreu e Lima (12h50) e visitas a barragens em Cupira e Ipojuca ao longo da tarde.

Brasil

Ibovespa abriu dezembro em queda e devolveu parte dos ganhos recentes. Na segunda-feira (1º), o índice recuou 0,29%, aos 158.611 pontos, após ter renovado recorde nominal na sessão anterior. O dólar à vista avançou 0,46%, para R$ 5,3593.

O foco dos investidores no Brasil ontem permaneceu nas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Em um evento em São Paulo, ele reafirmou que a taxa básica de juros (Selic) deve seguir em 15% ao ano até que haja sinais claros de melhora na inflação e indicou não ver motivos para mudança na decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) da próxima quarta (10).

Europa

Os mercados europeus seguem sem direção clara, refletindo a dificuldade dos mercados regionais em ganhar tração neste início de dezembro. Economistas apostam em futuros cortes de juros pelo Banco da Inglaterra devido à desaceleração da inflação, ao crescimento fraco e ao mercado de trabalho em piora. No cenário corporativo, a Bayer tenta limitar processos nos EUA relacionados ao herbicida Roundup, acusado de causar problemas de saúde. A empresa conta agora com apoio do governo Trump nessa iniciativa.

STOXX 600: -0,13%
DAX (Alemanha): +0,10%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,01%
CAC 40 (França): -0,15%
FTSE MIB (Itália): +0,12%

Estados Unidos

A atividade industrial dos EUA caiu em novembro no ritmo mais rápido em quatro meses, com redução dos pedidos. O Federal Reserve receberá na sexta-feira (5) uma leitura defasada de seu indicador de inflação preferido antes da decisão de juros, que deve mostrar pressões estáveis, porém persistentes. O foco do debate entre os formuladores de políticas deve recair sobre o mercado de trabalho. A semana ainda traz os dados da ADP de novembro e uma leitura preliminar da confiança do consumidor de dezembro.

Dow Jones Futuro: -0,13%
S&P 500 Futuro: -0,14%
Nasdaq Futuro: -0,18%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico avançaram, recuperando parte das perdas recentes lideradas pelas criptomoedas. Os títulos do governo japonês também subiram após um leilão de 10 anos com forte demanda. Na Coreia do Sul, as ações de montadoras ganharam impulso após confirmação de tarifas americanas mais baixas para carros sul-coreanos. As novas tarifas, de 15%, valerão retroativamente a partir de 1º de novembro.

Shanghai SE (China), -0,42%
Nikkei (Japão): 0,00%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,19%
Nifty 50 (Índia): -0,55%
ASX 200 (Austrália): +0,17%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta, enquanto investidores avaliavam os riscos decorrentes dos ataques de drones ucranianos a instalações de energia russas, das crescentes tensões entre os EUA e a Venezuela e das expectativas mistas em relação aos estoques de combustível norte-americanos.

Petróleo WTI, +0,12%, a US$ 59,39 o barril
Petróleo Brent, +0,06%, a US$ 63,21 o barril

Agenda

Nos EUA, em dia de agenda fraca, o foco é a fala da dirigente do Federal Reserve Michelle Bowman.

Por aqui, no Brasil, reajustes concedidos a servidores do Poder Executivo e a reestruturação e criação de novos cargos terão um impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento do ano que vem, afirmou o Ministério da Gestão, em nota divulgada nesta segunda-feira, 1º. Os reajustes estão contidos em projeto de lei encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso na segunda-feira (1º).

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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