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Os índices futuros de Nova York operam de forma mista nesta quinta-feira (17), em compasso de espera por novos dados sobre a economia dos EUA e pelo balanço da Netflix.
A expectativa gira em torno das vendas no varejo de junho e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, além de projeções de lucro da gigante do streaming, que divulga seus números após o fechamento do mercado financeiro.
O dia também será marcado por falas de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, com investidores atentos a possíveis pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.
No Brasil, a agenda é mais esvaziada, com destaque para o IGP-10 de julho. Já no campo político, o STF (Supremo Tribunal Federal) restabeleceu parcialmente os decretos do presidente Lula (PT) sobre IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas manteve a suspensão da tributação sobre operações de risco sacado.
Brasil
O Ibovespa fechou a quarta-feira (16) com leve alta de 0,19%, aos 135.510,99 pontos, apoiado pelo desempenho positivo das blue chips e pelo tom otimista em Wall Street. O dólar à vista também avançou, encerrando o dia com alta de 0,07%, a R$ 5,5619.
O clima no mercado, no entanto, foi marcado pela preocupação com a escalada nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Após o presidente Donald Trump anunciar uma investigação contra o Pix, o governo brasileiro reagiu.
O vice-presidente e ministro do MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin, disse que o foco do impasse entre Estados Unidos e Brasil não está no Pix, o qual classificou como um “sucesso mundial”, mas nas tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente Donald Trump. “O que nós precisamos resolver é a questão tarifária. O Pix é um sucesso”, afirmou o ministro.
Europa
As bolsas europeias avançam nesta quinta-feira, com dados do mercado de trabalho britânico no radar. No campo corporativo, a gigante farmacêutica suíça Novartis superou as expectativas de lucro para o segundo trimestre e anunciou o início de um programa de recompra de ações de US$ 10 bilhões.
STOXX 600: +0,74%
DAX (Alemanha): +0,99%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,40%
CAC 40 (França): +0,99%
FTSE MIB (Itália): +0,53%
Estados Unidos
Os índices futuros operam sem direção única hoje, com os investidores atentos aos pedidos semanais de seguro-desemprego e aos índices de preços de exportação e importação do mês passado, além de discursos de dirigentes do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).
Dow Jones Futuro: -0,11%
S&P 500 Futuro: +0,01%
Nasdaq Futuro: +0,08%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, seguindo as bolsas de Wall Street, que fecharam no azul na véspera, em especial o índice Nasdaq, de tecnologia, que tem grande influência nos indicadores da Ásia. Os agentes também monitoraram a queda nas exportações do Japão pelo segundo mês consecutivo.
Shanghai SE (China), +0,37%
Nikkei (Japão): +0,60%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,08%
Kospi (Coreia do Sul): +0,19%
ASX 200 (Austrália): +0,90%
Petróleo
Os preços do petróleo registram leve alta, revertendo as perdas da sessão anterior, impulsionados por dados econômicos mais fortes do que o esperado dos maiores consumidores de petróleo do mundo e sinais de alívio das tensões comerciais.
Petróleo WTI, +0,09%, a US$ 66,44 o barril
Petróleo Brent, -0,07%, a US$ 68,47 o barril
Agenda
Na agenda econômica dos EUA, estão: preços de importados de junho; vendas no varejo, também de junho; estoques empresariais de maio; e discursos de membros do Federal Reserve.
Por aqui, no Brasil, o encarregado da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Scobar, se reuniu na quarta-feira (15) com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), após a decisão de Donald Trump de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo Randolfe, Scobar mencionou a atuação de um deputado brasileiro nos EUA, em aparente referência a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas sem citá-lo nominalmente. O senador afirmou que essa posição não representa o Congresso e sugeriu um encontro com os presidentes da Câmara e do Senado.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



