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quinta-feira, 26 fevereiro, 2026
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Índices futuros dos EUA operam em alta após balanços fortes de bancos

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quarta-feira (15), impulsionados por resultados positivos de grandes bancos e pela crescente expectativa de corte de juros no país. Declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, reforçaram as apostas em uma flexibilização monetária ainda neste mês, ao destacar sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho.

O foco do mercado hoje se volta ao Livro Bege — relatório que reúne percepções regionais sobre a economia dos EUA — e aos discursos de membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que devem fornecer pistas sobre os próximos passos do Fed.

No campo corporativo, os lucros acima do esperado de instituições como JPMorgan, Goldman Sachs e Citi animaram os investidores. Agora, a atenção se volta para os balanços do Morgan Stanley e Bank of America, que serão analisados em busca de sinais sobre crédito e receita no setor financeiro.

Apesar do otimismo, o cenário internacional segue tenso. A escalada nas disputas comerciais entre EUA e China voltou ao radar, após declarações de Donald Trump sobre possíveis novas restrições a Pequim, em resposta ao descumprimento de acordos agrícolas.

No Brasil, o dia começa com a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio, enquanto o fluxo cambial às 14h30 pode influenciar o câmbio. Já no Japão, a eleição do novo premiê promete impacto político e econômico, com reflexos sobre a confiança dos investidores.

Brasil

A terça-feira (14) foi marcada por fortes oscilações nos mercados. O Ibovespa encerrou o dia com uma leve baixa de 0,07%, aos 141.682 pontos, depois de passar boa parte da sessão em alta. A virada negativa aconteceu nos minutos finais do pregão.

O dólar comercial também viveu um dia de idas e vindas: chegou a subir com força, mas perdeu tração no fim e terminou com alta de apenas 0,18%, cotado a R$ 5,472. Os juros futuros (DIs) seguiram o mesmo caminho, revertendo ganhos e encerrando no campo negativo.

Europa

As bolsas europeias sobem com marcas de luxo impulsionando os ganhos, enquanto, ao mesmo tempo, os mercados da região se recuperaram após atingirem uma mínima de duas semanas na sessão anterior.

STOXX 600: +0,81%
DAX (Alemanha): +0,41%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,17%
CAC 40 (França): +2,63%
FTSE MIB (Itália): +0,89%

Estados Unidos

Bank of America, Morgan Stanley, PNC, Abbott e ASML divulgam resultados nesta quarta-feira. Dirigentes do Federal Reserve participam de eventos ao longo do dia. O mercado também acompanha a publicação do Livro Bege, com panorama econômico regional dos EUA.

Dow Jones Futuro: +0,30%
S&P 500 Futuro: +0,47%
Nasdaq Futuro: +0,64%

Ásia

Os mercados da Ásia‑Pacífico fecharam em alta, contrariando as perdas de Wall Street após nova escalada nas tensões comerciais entre EUA e China. Donald Trump acusou a China de “ato economicamente hostil” por não cumprir compras de soja e ameaçou retaliações como embargo ao óleo de cozinha. Na China, os preços ao consumidor caíram 0,3 % em setembro e o índice de preços ao produtor recuou 2,3 %, evidenciando fraqueza na demanda interna.

Shanghai SE (China), +1,22%
Nikkei (Japão): +1,76%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,84%
Nifty 50 (Índia): +0,81%
ASX 200 (Austrália): +1,03%

Petróleo

Os preços do petróleo operam perto da estabilidade após recuarem para a mínima de cinco meses na terça-feira, devido às expectativas de excesso de oferta e ao aumento das tensões comerciais entre EUA e China.

Petróleo WTI, +0,31%, a US$ 58,88 o barril
Petróleo Brent, +0,16%, a US$ 62,49 o barril

Agenda

Nos EUA, são aguardados discursos de membros do Federal Reserve, mas o destaque do dia é a divulgação do Livro Bege à tarde.

Por aqui, no Brasil, o governo federal deve liberar, nesta quarta-feira (15), R$ 12 bilhões em crédito para produtores rurais quitarem ou reduzirem dívidas causadas por prejuízos climáticos. A medida quer dar fôlego financeiro ao setor e garantir a continuidade das atividades no campo. O acesso aos recursos estará disponível até 10 de fevereiro.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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