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quarta-feira, 25 fevereiro, 2026
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Índices futuros dos EUA avançam com possível encontro entre Trump e Xi no radar

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A segunda-feira (20) começa com viés positivo. Os índices futuros de Nova York avançam, impulsionados por sinais de distensão nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. O presidente Donald Trump indicou otimismo quanto a um acordo com Pequim antes de encontro com Xi Jinping, previsto para o fim do mês na Coreia do Sul. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou essa visão ao afirmar que “as coisas se acalmaram” e que deve se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.

Nos EUA, investidores acompanham com atenção os dados de inflação — o CPI de setembro será divulgado na sexta-feira (24) — e resultados de gigantes como Netflix e Tesla. O cenário doméstico também está no radar, com a divulgação do Boletim Focus nesta segunda-feira, trazendo projeções para inflação, PIB (Produto Interno Bruto) e câmbio.

As falas recentes do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, reforçaram a cautela: segundo ele, ainda não há elementos suficientes para definir a duração do ciclo de manutenção da Selic em 15% ao ano. O BC, disse, está pronto para agir, “para cima ou para baixo”, conforme a evolução dos dados.

Nos EUA, o impasse fiscal segue no centro das atenções. Bessent alertou que a paralisação do governo (shutdown) já provoca perdas de US$ 15 bilhões por dia. Enquanto isso, a China reportou crescimento de 4,8% no terceiro trimestre, em linha com as expectativas, e manteve as taxas de juros inalteradas.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (17) com alta de 0,84%, aos 143.398 pontos, acumulando ganho semanal de 1,93% após três semanas consecutivas de queda. O avanço foi impulsionado por ações de petroleiras, bancos e otimismo pontual nos mercados globais.

O dólar comercial caiu pelo terceiro dia seguido, recuando 0,69% e fechando a R$ 5,405. O real ganhou força, mesmo em um cenário ainda volátil. Já os contratos de juros futuros (DIs) encerraram o dia em movimento misto.

Entre os destaques do pregão, a PRIO (PRIO3) liderou os ganhos, com alta de 5,61%, após a retomada da produção no campo de Peregrino, autorizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). Foi também o papel mais negociado do dia.

Europa

As bolsas europeias abriram em alta nesta segunda-feira, após dias de volatilidade causados por temores de inadimplência em Wall Street. A S&P rebaixou a nota de crédito da França para A+, citando incertezas fiscais. É o segundo corte em pouco mais de um mês. O rebaixamento pode pressionar fundos a venderem títulos franceses.

STOXX 600: +0,66%
DAX (Alemanha): +1,01%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,47%
CAC 40 (França): +0,36%
FTSE MIB (Itália): +1,17%

Estados Unidos

Uma reportagem do Wall Street Journal revelou que Donald Trump isentou dezenas de produtos das tarifas e se ofereceu para retirar outras centenas, sinalizando possível alívio na guerra comercial. A medida reflete a visão de que os EUA devem reduzir impostos sobre itens não produzidos internamente, ajudando a melhorar o humor dos mercados no início da semana.

Dow Jones Futuro: +0,26%
S&P 500 Futuro: +0,34%
Nasdaq Futuro: +0,44%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, impulsionados por dados do PIB da China, que cresceu 4,8% no terceiro trimestre, conforme esperado. No Japão, as ações avançaram após o Partido Liberal Democrata firmar coalizão com o Partido da Restauração, reforçando a estabilidade política no país.

Shanghai SE (China), +0,63%
Nikkei (Japão): +3,37%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,42%
Nifty 50 (Índia): +0,50%
ASX 200 (Austrália): +0,41%

Petróleo

Os preços do petróleo recuam após três semanas de queda, em meio a sinais de alívio nas tensões entre EUA e China. Investidores aguardam a nova rodada de negociações comerciais marcada para esta semana. Trump demonstrou otimismo com a possibilidade de um acordo.

Petróleo WTI, -0,59%, a US$ 57,20 o barril
Petróleo Brent, -0,60%, a US$ 60,92 o barril

Agenda

Dia de agenda internacional esvaziada hoje.

Por aqui, no Brasil, o presidente Lula (PT) afirmou que 2026 será um ano sagrado e defendeu que a esquerda aprenda a dialogar com diferentes setores, incluindo os evangélicos, para ampliar sua base de apoio. Em discurso no 16º Congresso do PC do B, ele afirmou que o discurso progressista precisa chegar a milhões de pessoas que não são ativistas. Lula também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Congresso e as ingerências de Donald Trump na Venezuela, e reafirmou sua intenção de concorrer à reeleição.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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