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quarta-feira, 11 março, 2026
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Índices futuros avançam com inflação dos EUA no radar; bolsas da Europa caem

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Os índices futuros dos Estados Unidos avançam nesta quarta-feira (11), com os investidores à espera da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, enquanto acompanham novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

A inflação estadunidense ganha importância adicional após o último relatório de emprego (payroll) apontar sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho norte-americano, com perda líquida de cerca de 92 mil vagas em fevereiro e elevação da taxa de desemprego para 4,4%. O cenário reacendeu dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica no país.

No Brasil, a agenda econômica inclui a divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do fluxo cambial semanal pelo Banco Central. No campo político, a Genial/Quaest publica nova pesquisa de avaliação do governo e cenário eleitoral.

No noticiário corporativo, CSN, Vibra, Casas Bahia, Cogna e YDUQS divulgam resultados trimestrais após o fechamento do mercado.

No exterior, além do CPI, investidores acompanham um discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a economia.

No mercado de commodities, os preços do petróleo avançam diante do ceticismo sobre a eficácia do plano da Agência Internacional de Energia (IEA) de liberar volumes recordes de reservas estratégicas em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Brasil

Ibovespa fechou a terça-feira (10) com alta considerável pelo segundo pregão consecutivo, impulsionado, mais uma vez, pelo otimismo do mercado com a possibilidade de um desfecho próximo para o conflito no Oriente Médio. O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,40%, aos 183.447 pontos. No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve queda de 0,13%, cotado a R$ 5,1575.

Os mercados subiram mesmo com a declaração da Guarda Revolucionária do Irã de que decidirá sobre o fim da guerra. Além disso, segue ameaçando interromper exportações regionais de petróleo se ataques estadunidenses e israelenses continuarem.

O barril Brent fechou a terça-feira a US$ 87,80, queda de 11%, depois de ter encostado nos US$ 120 na véspera.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, enquanto os investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

STOXX 600: -0,67%
DAX (Alemanha): -1,16%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,63%
CAC 40 (França): -0,64%
FTSE MIB (Itália): -0,87%

Estados Unidos

Enquanto aguardam os dados de inflação, os agentes repercutem o desempenho das ações da Oracle, que dispararam após a empresa superar as expectativas e anunciar uma perspectiva otimista.

Dow Jones Futuro: +0,08%
S&P 500 Futuro: +0,17%
Nasdaq Futuro: +0,18%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, acompanhando o movimento de Wall Street na véspera. Das notícias da região, as ações da fabricante chinesa de veículos elétricos Nio subiram mais de 15% após a empresa divulgar uma melhora significativa nos resultados do quarto trimestre.

Shanghai SE (China), +0,25%
Nikkei (Japão): +1,43%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,24%
Nifty 50 (Índia): -1,27%
ASX 200 (Austrália): +0,59%

Petróleo

Os preços do petróleo voltam a subir nesta quarta-feira, após queda de 11% na véspera, com os traders avaliando o plano da Agência Internacional de Energia, que prevê liberação histórica de petróleo. O pedido teria sido feito durante uma reunião online com os ministros das Finanças do G7 (grupo das sete nações mais ricas do mundo). A medida serviria para apoiar o fornecimento global de energia e conter os preços da commodity.

Petróleo WTI, +2,40%, a US$ 85,45 o barril
Petróleo Brent, +2,22%, a US$ 89,75 o barril

Agenda

Nos EUA, será divulgada a inflação do consumidor (CPI) de fevereiro, com previsão de alta mensal de 0,3% e anual de +2,4%.

Por aqui, no Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em quatro Estados (Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal. Em nota divulgada na terça-feira (10), o Ministério da Justiça informa que o pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes do Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS, informando que as distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, em razão do conflito no Oriente Médio.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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