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sábado, 14 fevereiro, 2026
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Incêndio em Cavalcante (GO) é controlado após atingir mais de 77 mil hectares

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Após mais de uma semana de combate, o incêndio florestal que atingia a região de Cavalcante, no norte de Goiás, foi controlado. A Operação Cavalcante 2025, coordenada por órgãos ambientais e brigadas voluntárias, mobilizou cerca de 155 profissionais para conter as chamas que ameaçavam áreas de conservação e comunidades tradicionais na Chapada dos Veadeiros.

Segundo o Sistema de Informações sobre Queimadas (Sisfogo), mais de 77 mil hectares foram atingidos pelas chamas, que começaram no dia 28 de setembro. As regiões mais críticas incluíam o Território Kalunga (Vão do Moleque e Região do Prata), Diadema, Boa Vista, Avá-Canoeiro, Colinas do Sul e o próprio município de Cavalcante.

Com o apoio de helicópteros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e o reforço de brigadistas voluntários, o fogo foi contido antes de alcançar o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que não foi atingido e permanece aberto à visitação.

Entre os grupos que atuaram no combate, destaca-se a Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (Brivac), que tem presença ativa na região. Para Fernanda Piccolo, Comandante do Incidente da Brivac, o papel de uma brigada vai muito além de apagar incêndios. Segundo ela, “um brigadista se prepara, estuda sobre o comportamento do fogo e se capacita para atuar no combate aos incêndios. Ele aprende como agir quando o fogo foge do controle e como evitar que ele cause danos maiores”.

Ela explica que parte do trabalho do brigadista envolve análise climática constante. “O brigadista está sempre atento às condições do tempo — temperatura, umidade, direção e velocidade do vento — porque tudo isso influência no comportamento do fogo. Saber fazer essa leitura é essencial para agir de forma eficaz no combate e no controle do incêndio”, afirma.

Além disso, Piccolo reforça que a missão do brigadista também inclui ações educativas com as comunidades locais. “Muito além do combate, o brigadista atua na conscientização e prevenção. A gente informa sobre os riscos de se fazer fogueiras ou queimar lixo em épocas de seca, quando a umidade está baixa. Isso pode causar incêndios de grandes proporções e prejudicar tanto o meio ambiente quanto a vida das pessoas”, completa.

Ela ressalta ainda os impactos ambientais das queimadas descontroladas em diferentes tipos de vegetação do Cerrado. “O fogo pode ser extremamente danoso quando atinge regiões de mata, que são mais sensíveis. Pode destruir matas ciliares, nascentes e causar danos irreversíveis. Em algumas áreas, a vegetação até rebrota, mas em outras, como as matas de galeria, o estrago pode ser gigantesco.”

Para a comandante, é urgente que a sociedade tenha mais acesso à educação ambiental e ao conhecimento básico sobre o fogo. “Morar no Cerrado, em tempos de mudanças climáticas, exige esse tipo de aprendizado. Aprender sobre o fogo deveria ser obrigatório, como saber primeiros socorros. Todo mundo deveria saber como agir numa primeira resposta, para evitar pânico e minimizar os prejuízos”, finaliza.

Além das brigadas do ICMBio e do Ibama/Prevfogo, a Operação Cavalcante 2025 contou com o trabalho integrado de voluntários da Brivac, da Rede Contra Fogo, da Brigada de São Jorge, dos bombeiros militares de Goiás e da Brigada da Secretaria de Meio Ambiente (Semad). O foco principal da força-tarefa foi proteger áreas sensíveis, como os territórios quilombolas e indígenas, além do Parque Estadual Águas do Paraíso.

Também foram realizadas queimas controladas no Território Quilombola como forma de prevenção, criando áreas de contenção para impedir a propagação de novos focos de incêndio.

Apesar do controle das chamas, a região seguirá sob vigilância nos próximos dias, com reforço de brigadistas e sobrevoos diários para detecção precoce de qualquer reignição. O período seco ainda não terminou e, com ele, o risco de incêndios permanece alto.

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Fonte: Brasil de Fato

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