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terça-feira, 24 março, 2026
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Inadimplência cresce no Brasil e já atinge quase metade da população adulta

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O cenário financeiro dos consumidores brasileiros mudou de forma significativa nos últimos dez anos. Um levantamento da Serasa mostra que o país registrou um aumento expressivo no número de pessoas com restrição de crédito, com a inadimplência crescendo acima do ritmo da população e com mudanças no perfil dos endividados, especialmente com a maior participação feminina.

De acordo com o Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 Anos, divulgado nesta terça-feira (24), o número de brasileiros com o nome negativado passou de 59 milhões em 2016 para 81,7 milhões em 2026, um avanço de 38,1% no período.

O estudo também aponta crescimento relevante no volume total das dívidas. Em valores corrigidos pela inflação, o montante saiu de R$ 348 bilhões em 2016 para R$ 539 bilhões em 2026, o que representa alta de 54,9%.

O total de dívidas ativas aumentou de 231 milhões para 332 milhões, enquanto o valor médio por pessoa subiu de R$ 5.880 para R$ 6.598, crescimento de 12,2%. Os dados indicam que não apenas mais pessoas estão endividadas, mas também que os compromissos financeiros se tornaram maiores ao longo do tempo.

O avanço da inadimplência vai além do crescimento populacional. Em 2016, cerca de 39,2% dos adultos brasileiros tinham restrição no CPF. Em 2026, esse percentual chegou a 49,9%, o que significa que praticamente metade da população adulta do país está negativada.

O levantamento mostra ainda que a inadimplência se concentra principalmente entre pessoas de baixa renda: 48% dos endividados ganham até um salário mínimo, evidenciando maior vulnerabilidade financeira nesse grupo.

Mulheres lideram inadimplência

Outro destaque do estudo é a mudança no perfil de quem está endividado. Em 2016, os homens eram maioria entre os negativados, com 50,24% do total, enquanto as mulheres representavam 49,76% (27,7 milhões).

Dez anos depois, o cenário se inverteu. Em 2026, as mulheres passaram a liderar o ranking, com 50,51% dos inadimplentes, o equivalente a 40,4 milhões de pessoas, enquanto a participação masculina caiu para 49,49%.

O levantamento também aponta um problema estrutural: a reincidência. Cerca de 42% dos brasileiros que estão inadimplentes em 2026 já enfrentavam restrições no nome em 2016, indicando um quadro de endividamento persistente.

 





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