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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Ibovespa sobe 3,33%, na maior alta em quase três anos

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O Ibovespa registrou, nesta quarta-feira (21), a maior alta diária em quase três anos, além de um novo recorde histórico acima dos 171 mil pontos. O principal índice da B3 avançou 3,33%, encerrando o pregão aos 171.817 pontos.

Na semana, o IBOV acumula ganhos de 4,26% e, no ano, já sobe mais de 6,6%, refletindo a entrada consistente de recursos no mercado acionário local.

O movimento tem sido sustentado, sobretudo, por uma rotação global de carteiras em direção a mercados emergentes, diante da percepção de aumento do risco nos Estados Unidos. A deterioração do humor em Wall Street, associada a incertezas na condução da política externa norte-americana, elevou o prêmio de risco dos ativos do país e estimulou a busca por alternativas fora do eixo central.

Nesse contexto, o Brasil aparece como um dos principais beneficiários do redirecionamento dos fluxos internacionais, favorecido por preços atrativos dos ativos, expectativa de maior previsibilidade política e retomada do interesse estrangeiro pela renda variável. Em janeiro, o saldo de capital externo na Bolsa já soma bilhões de reais.

O cenário externo também contribuiu no câmbio. O dólar à vista recuou 1,13%, a R$ 5,32 — menor nível desde o início de dezembro. No acumulado da semana, a moeda cai 1% e, no ano, já registra desvalorização superior a 3% frente ao real.

Ao longo do dia, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, ajudaram a reduzir tensões geopolíticas, especialmente na relação com países europeus. O tom mais conciliador afastou, ao menos temporariamente, o risco de novas tarifas e reforçou o apetite global por ativos de risco, impulsionando também os mercados norte-americanos.

Na Bolsa brasileira, ações de peso tiveram desempenho expressivo. Papéis de commodities, estatais e grandes bancos lideraram os ganhos e ampliaram o impacto positivo no índice. Em janeiro, o rali segue concentrado em um grupo específico de ações, algumas delas já negociadas em máximas históricas recentes.

Mercado externo

Em Wall Street, os investidores também se animaram após o presidente Donald Trump dizer, em Davos, que não pretende usar a força na Groenlândia e que chegou a um acordo com a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para a ilha, o que o fez recuar com relação às tarifas que havia anunciado contra a Europa e que iriam entrar em vigor dia 1º de fevereiro.

Com isso, o Dow Jones subiu 1,23%, aos 49.086,22 pontos; o S&P 500, +1,16%, aos 6.875,62 pontos; e o Nasdaq, +1,18%, aos 23.224,82 pontos.



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