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O Ibovespa fechou a quarta-feira (30) com alta de 0,95%, aos 133.989 pontos, impulsionado pela exclusão de mais de 700 produtos brasileiros da nova tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O dólar à vista subiu 0,35%, a R$ 5,5892.
Entre os itens isentos estão aeronaves e componentes, o que fez as ações da Embraer (EMBR3) saltarem mais de 11%, liderando os ganhos do dia da Bolsa brasileira.
Em duas cartas divulgadas nesta tarde, a Casa Branca confirmou a imposição de uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros. No total, o Brasil será taxado em 50% a partir de 6 de agosto — sete dias contados a partir desta quarta-feira.
Apesar da imposição de tarifas adicionais, o alívio parcial animou o mercado, que também monitorava a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic — com expectativa de manutenção em 15% ao ano.
Entre as blue chips, Petrobras (PETR3; PETR4) avançou com apoio do petróleo Brent, enquanto Vale (VALE3) caiu mais de 2%.
Mercado externo
Os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção definida, após o Fed (Federal Reserve) manter os juros entre 4,25% e 4,50% pela quinta vez seguida. Apesar da pressão política por cortes, a decisão refletiu cautela diante dos dados econômicos.
Dois membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed — Michelle Bowman e Christopher Waller — votaram por uma redução de 0,25 ponto, acendendo apostas de corte em setembro. No entanto, declarações mais duras do Chairman da autoridade monetária, Jerome Powell, levaram o mercado a reavaliar o cenário, sugerindo que a política monetária restritiva pode persistir por mais tempo.
A sessão também foi marcada por balanços corporativos e incertezas nas negociações comerciais dos EUA com parceiros estratégicos.
O Dow Jones caiu 0,38%, aos 44.661,28 pontos; o S&P 500, -0,12%, aos 6.362,90 pontos; e o Nasdaq, +0,15%, aos 21.129,67 pontos.



