O Ibovespa avançou 1,52% nesta quinta-feira (9), aos 195.129,25 pontos, renovando o maior nível de fechamento da história e acumulando a oitava alta consecutiva. Por sua vez, o dólar comercial recuou 0,78%, a R$ 5,063, atingindo o menor patamar em dois anos. Já os juros futuros encerraram a sessão sem direção única, após abrirem em alta ao longo de toda a curva.
O apetite ao risco dos investidores não diminuiu mesmo com a fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A situação no Estreito de Ormuz permanece como um dos principais focos de atenção, dado seu impacto potencial sobre o fluxo global de petróleo.
Ainda assim, sinais de possível avanço nas negociações — como a perspectiva de diálogo direto entre atores regionais e novas rodadas de conversas mediadas — contribuíram para sustentar o otimismo ao longo da sessão.
Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a tocar 195.513,91 pontos, estabelecendo nova máxima intradiária e superando com folga o recorde registrado na véspera. O movimento reflete uma percepção de curto prazo mais otimista por parte dos investidores, mesmo diante de um cenário internacional ainda instável.
No cenário doméstico, as atenções se voltam para a divulgação da inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que pode influenciar as expectativas para a política monetária. Em paralelo, o governo já sinaliza a continuidade de medidas de ajuste fiscal em 2026, incluindo mecanismos adicionais de contenção de despesas, em meio a um ambiente político que tende a ganhar tração com a proximidade do ciclo eleitoral.
Ações acompanham apetite por risco
Entre os ativos, o desempenho foi majoritariamente positivo. A Petrobras avançou 2,77%, acompanhando a recuperação dos preços do petróleo, que voltaram a subir após a queda da véspera.
No setor financeiro, os bancos ampliaram ganhos, com destaque para Itaú Unibanco (+1,71%) e Santander (+1,81%), enquanto Banco do Brasil (+0,94%) e Bradesco (+0,59%) também registraram alta.
Na contramão, a Vale recuou 1,05%, pressionada pela queda do minério de ferro, que atingiu o menor nível em um mês, enquanto a CSN avançou 1,04% apesar de recomendações negativas de analistas.
Mercado externo
As bolsas do exterior também se animaram. Nos EUA, os ganhos foram consistentes, enquanto na Europa os índices terminaram mistos.
Nos EUA, os agentes deixaram em segundo plano o PIB do quarto trimestre do ano passado, que foi menor que a última prévia, enquanto a inflação de consumo pessoal, o PCE, indicador preferido do Federal Reserve para fins de política monetária, ficou em patamar dentro do esperado. Nesta sexta-feira (10) será divulgado o CPI, inflação ao consumidor de março.
O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos; o S&P 500, +0,62%, aos 6.824,63 pontos; e o Nasdaq, +0,83%, aos 22.822,42 pontos.



