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sexta-feira, 20 março, 2026
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Ibovespa despenca com tensão no Oriente Médio e petróleo em alta pressiona mercados

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O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (20) em forte queda, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais diante da escalada do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos na economia mundial.

O principal índice da B3 recuou 2,25%, fechando aos 176.219 pontos. Com isso, acumulou perda de 0,81% na semana e ampliou o recuo no mês para 6,66%. Apesar do cenário negativo recente, o desempenho no ano ainda é positivo, com alta de 9,37%.

Ao longo do pregão — que também foi marcado pelo vencimento de opções sobre ações — o índice apresentou forte volatilidade. Na mínima do dia, chegou a 175 mil pontos, o menor nível intradiário desde janeiro, enquanto na máxima encostou nos 180 mil pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 49,45 bilhões.

Neste movimento, o real também despencou e viu o dólar comercial disparar 1,79%, a R$ 5,309.

Petróleo em alta pressiona mercados

No cenário internacional, o petróleo voltou a subir com força. O barril do tipo Brent avançou mais de 3% e fechou acima de US$ 112, atingindo o maior patamar desde 2022. Antes do início dos ataques ao Irã, no fim de fevereiro, a commodity estava na casa dos US$ 72.

A valorização reflete a continuidade da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura cerca de três semanas sem sinais claros de desaceleração.

Tensões geopolíticas seguem no radar

Para aumentar a preocupação dos investidores, autoridades americanas indicaram o envio de mais tropas ao Oriente Médio, incluindo milhares de fuzileiros navais e marinheiros. O movimento reforça o temor de uma ampliação do conflito, o que tende a manter os mercados sob pressão nos próximos dias.

Com esse pano de fundo, o ambiente segue desafiador para ativos de risco, e a tendência é de que a volatilidade continue elevada enquanto persistirem as incertezas no cenário global.





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