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O Ibovespa encerrou julho com queda de 4,17%, o pior desempenho mensal desde dezembro de 2024, quando recuou 4,28%. Nesta sexta-feira (31), o principal indicador da Bolsa brasileira caiu 0,69%, aos 133.071 pontos, pressionado por incertezas externas, avanço nos juros futuros e um cenário corporativo ainda cauteloso.
O dólar comercial teve leve alta de 0,19%, cotado a R$ 5,601, enquanto os DIs subiram em toda a curva, após o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,50%, e adotar um tom mais conservador na comunicação.
No campo macroeconômico, o Brasil registrou taxa de desemprego em novo piso histórico, mas o setor público amargou déficit primário de R$ 47,1 bilhões em junho, acima do esperado. Para agosto, o mercado já aguarda os dados de produção industrial, enquanto nos EUA, o payroll e PMIs devem balizar o humor global.
Apesar de alguma expectativa positiva no horizonte, os impactos das tarifas norte-americanas sobre exportações brasileiras seguem preocupando. O governo Lula ainda vai detalhar as medidas para lidar com o tarifaço.
Entre as ações, Vale caiu 0,71% à espera do balanço trimestral e sob pressão da queda do minério e de dados fracos da China. Petrobras recuou 0,40% com novo recuo do petróleo. Bancos também tiveram desempenho misto: Bradesco caiu 0,83% mesmo após balanço sólido; BB cedeu 1,01%, e Itaú virou para leve alta de 0,26%.
Mercado externo
As bolsas de Wall Street reagiram inicialmente bem, por conta dos primeiros balanços divulgados por big techs. Porém, depois inverteram o sinal com a proximidade do 1º de agosto, prazo em que entram em vigor muitas das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
O Dow Jones caiu -0,78% no dia e encerrou o mês com +0,08%; o S&P 500, com -0,37% e +2,04%, respectivamente; e o Nasdaq, com -0,03% e +3,70%.



