Nova abordagem de estimulação cerebral profunda melhora sintomas e reduz efeitos colaterais do Parkinson

Um dos recentes avanços medicinais mais promissores usando IA ocorreu para tratar o Parkinson, melhorando a qualidade de vida de dois homens que convivem com a condição, conforme mostra uma matéria do Washington Post.
Aos 40 anos, Keith Krehbiel, um cientista político renomado, foi diagnosticado com Parkinson. Embora os medicamentos controlassem seus sintomas, causavam efeitos colaterais debilitantes.
Da mesma forma, James McElroy, diagnosticado aos 47 anos, tomou até 17 comprimidos por dia, lidando com efeitos colaterais graves.
Ambos participaram de um tratamento inovador: estimulação cerebral profunda adaptativa (DBS), que usa inteligência artificial para ajustar a estimulação cerebral em tempo real, oferecendo um controle mais eficaz dos sintomas e reduzindo a necessidade de medicamentos.
Leia mais

Estimulação cerebral profunda adaptativa: o que é
- O DBS, uma técnica cirúrgica usada desde 1997, tradicionalmente fornece estímulos constantes ao cérebro, mas pode causar subestimulação ou superestimulação.
- A versão adaptativa ajusta a estimulação conforme as necessidades do paciente, otimizando os resultados e minimizando efeitos adversos.
- Em testes, como o estudo piloto de 2024, a tecnologia mostrou grande potencial na melhora dos sintomas motores e na qualidade de vida dos pacientes.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o primeiro sistema DBS adaptativo para Parkinson em fevereiro. Os resultados preliminares de estudos clínicos mostram alta satisfação dos pacientes, com 98% optando por continuar com a terapia a longo prazo.
No entanto, a técnica não é indicada para todos os pacientes e ainda existem desafios, como a personalização dos algoritmos e a busca por melhorar a eficácia do tratamento. Para Krehbiel e McElroy, a tecnologia tem sido transformadora, permitindo-lhes levar uma vida mais normal.


Colaboração para o Olhar Digital
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
Fonte: Olhar Digital