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Por Cleber Lourenço
O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu indicar o afastamento, por até seis meses, dos deputados:
- Júlia Zanatta (PL-SC)
- Marcel van Hattem (PL-RS)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Gustavo Gayer (PL-GO)
- General Girão (PL-RN)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Ricardo Salles (PL-SP)
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Todos são apontados como participantes do motim que, ao lado de senadores da oposição, ocupou o plenário e impediu votações no Congresso Nacional nesta semana.
A ação, articulada por parlamentares bolsonaristas, buscou pressionar pela votação da “PEC da Anistia” e pelo fim do foro privilegiado. O grupo tomou as cadeiras da Mesa Diretora, travou sessões e condicionou a liberação do plenário à inclusão das pautas na agenda.

O Regimento da Câmara é explícito: impedir ou obstaculizar as atividades legislativas pode levar à suspensão do mandato por até seis meses, conforme o artigo 15, inciso XXX.
Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Mesa, as denúncias sobre as condutas praticadas durante o motim foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar. O pedido de suspensão, feito por PT, PSB e PSOL, deu início às representações.
Motta e o motim dos parlamentares
Anteriormente, circulou a informação de que a deputada Camila Jara (PT-MS) também estaria entre os denunciados. Ela foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de tê-lo empurrado durante a retomada do controle do plenário — acusação que nega, afirmando ter ocorrido apenas um empurra-empurra no momento.
A assessoria da parlamentar informou que a representação contra ela foi apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e não por Hugo Motta. Ainda segundo a assessoria, a equipe aguarda mais informações para confirmar todos os detalhes e Hugo Motta deverá soltar um comunicado sobre o caso.
O caso agora segue para o Conselho de Ética, que deve analisar a medida nos próximos dias.



