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quinta-feira, 19 fevereiro, 2026
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Hugo Motta indica afastamento de 11 deputados por motim no Congresso

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Por Cleber Lourenço

O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu indicar o afastamento, por até seis meses, dos deputados:

  1. Júlia Zanatta (PL-SC)
  2. Marcel van Hattem (PL-RS)
  3. Marcos Pollon (PL-MS)
  4. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  5. Nikolas Ferreira (PL-MG)
  6. Bia Kicis (PL-DF)
  7. Gustavo Gayer (PL-GO)
  8. General Girão (PL-RN)
  9. Caroline de Toni (PL-SC)
  10. Ricardo Salles (PL-SP)
  11. Cabo Gilberto Silva (PL-PB)

Todos são apontados como participantes do motim que, ao lado de senadores da oposição, ocupou o plenário e impediu votações no Congresso Nacional nesta semana.

A ação, articulada por parlamentares bolsonaristas, buscou pressionar pela votação da “PEC da Anistia” e pelo fim do foro privilegiado. O grupo tomou as cadeiras da Mesa Diretora, travou sessões e condicionou a liberação do plenário à inclusão das pautas na agenda.

Motta pode suspender mandatos por motim que paralisou o Congresso

O Regimento da Câmara é explícito: impedir ou obstaculizar as atividades legislativas pode levar à suspensão do mandato por até seis meses, conforme o artigo 15, inciso XXX.

Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Mesa, as denúncias sobre as condutas praticadas durante o motim foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar. O pedido de suspensão, feito por PT, PSB e PSOL, deu início às representações.

Motta e o motim dos parlamentares

Anteriormente, circulou a informação de que a deputada Camila Jara (PT-MS) também estaria entre os denunciados. Ela foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de tê-lo empurrado durante a retomada do controle do plenário — acusação que nega, afirmando ter ocorrido apenas um empurra-empurra no momento.

A assessoria da parlamentar informou que a representação contra ela foi apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e não por Hugo Motta. Ainda segundo a assessoria, a equipe aguarda mais informações para confirmar todos os detalhes e Hugo Motta deverá soltar um comunicado sobre o caso.

O caso agora segue para o Conselho de Ética, que deve analisar a medida nos próximos dias.

 



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