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quinta-feira, 4 junho, 2026
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Homem invade condomínio e mulher evita estupro aplicando mata-leão

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O que deveria ser uma manhã comum se transformou em uma luta pela sobrevivência para a nutricionista Jessica Soares, de 35 anos. Moradora de um condomínio em Barueri, na Grande São Paulo, ela foi surpreendida dentro de casa por um invasor que tentou estuprá-la enquanto dormia. Após cerca de 13 minutos de confronto físico, conseguiu impedir o crime ao imobilizar o agressor.

O suspeito, Wellington de Oliveira Santos, entrou no condomínio sem autorização na manhã de 23 de maio. Imagens do sistema de monitoramento mostram que ele aproveitou a saída de um morador para acessar o prédio e, em seguida, seguiu até o apartamento da vítima.

Depois do ocorrido, Jessica deixou o imóvel, passou a receber acompanhamento psicológico e relata dificuldades para dormir sem o auxílio de medicamentos.

“Tem hora que é medo, tem hora que é ódio, tem hora que é força. Mas eu sei que briguei para sobreviver”, afirmou.

As gravações de segurança registraram Wellington entrando no condomínio às 8h22. Segundo a nutricionista, o acesso ao local era feito por reconhecimento facial. Mesmo assim, o homem conseguiu passar pela recepção sem ser abordado e seguiu até os elevadores.

Pouco depois, ele chegou ao 18º andar, onde Jessica morava. Naquele dia, ela estava sozinha. O namorado havia saído por volta das 7h para participar de uma atividade escolar da filha e deixou a porta apenas encostada, já que pretendia voltar mais tarde e não possuía as chaves do apartamento.

Jessica explicou que a prática não era incomum. Por confiar nos sistemas de controle e vigilância do condomínio, já havia deixado a porta sem trancar em outras oportunidades.

Natural de Fortaleza, no Ceará, ela vive em São Paulo há aproximadamente um ano e meio e estava naquele apartamento havia cerca de oito meses.

Ainda na cama, a nutricionista percebeu a presença de alguém dentro da residência. Ao ouvir passos e notar que uma pessoa descia as escadas com cuidado excessivo para não fazer barulho, desconfiou que não se tratava do namorado.

“Eu achei estranho aquele excesso de cuidado para não me acordar. Quando vi que não era meu namorado, fingi que estava dormindo”, relembrou.

A estratégia durou pouco. Segundo ela, o invasor se aproximou imediatamente e tentou dominá-la.

“Ele botou a mão na boca, mandando calar a boca e fez a menção de que tava armado. Ele veio para cima de mim, e eu levantei da cama. Comecei a gritar, perguntando quem ele era. Imagina, eu estava acordando com um homem que eu nunca vi na minha vida.”

De acordo com o relato, o homem a lançou sobre a cama e tentou arrancar suas roupas enquanto a impedia de pedir ajuda. Durante a agressão, repetia a frase “cala a boca, é fita dada” e chegou a afirmar que a observava havia algum tempo. Jessica, no entanto, garante nunca ter visto o suspeito antes.

A vítima atribui sua reação à experiência adquirida ao longo dos anos em modalidades como boxe, muay thai, jiu-jítsu e defesa pessoal.

“Ele subiu em cima de mim e eu fiquei tentando tirar ele. Fiz uma elevação do quadril com muita força e consegui jogá-lo do outro lado da cama. Saí meio que de quatro, tentando pegar o celular que estava no criado-mudo do mesmo lado.”

A partir daí, teve início uma intensa luta corporal. Durante vários minutos, o agressor tentou retomar o controle da situação. Jessica foi atingida por socos, teve os cabelos puxados, sofreu tentativas de estrangulamento e chegou a cair da escada enquanto tentava escapar.

Mesmo diante da violência, ela conseguiu reagir. Em determinado momento, prendeu o homem com as pernas e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”. Ainda assim, o suspeito continuou insistindo na agressão sexual.

Com as forças se esgotando após longos minutos de resistência, Jessica tomou uma decisão desesperada: fingiu que deixaria de lutar.

“Eu já estava exausta. Pensei que o pior ia acontecer”, contou.





ICL Notícias

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