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segunda-feira, 31 agosto, 2026
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HIPERESPAÇO CURVISTA

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Enéas Valle, em Frankfurt am Main, 1978

Enéas Valle (1951/2026)

No finalzinho da década de 1960, três jovens estudantes amazonenses resolveram sair da Manaus provinciana em busca de dar continuidade aos estudos em um centro mais avançado.

Mudaram-se para a recém inaugurada Brasília.

Eram eles Milton Hatoum, Aurélio Michilles e Enéas Valle.

Os três alcançaram notoriedade nacional e internacional nos campos artísticos que escolheram: Hatoum na Literatura (recém eleito membro da Academia Brasileira de Letras); Michilles no Cinema (acaba de lançar mais um longa de sua brilhante carreira com o filme “Honestino” em exibição em todo o país); e Valle – que acaba de nos deixar- -nas Artes Plásticas (atuante e renovador, tendo feito parte da chamada Geração 80), no Rio de Janeiro).

Artista plástico, com formação na Alemanha, onde conviveu, estudou e observou a obra de artistas contemporâneos europeus que muito o influenciaram, Valle criou seu estilo próprio, caracterizado por grandes exposições, performances e cores fortes.

Num começo de carreira, ainda em Manaus, aproximou-se do escultor e entalhador Álvaro Páscoa e dos pintores Moacir Andrade e Manoel Borges que davam aulas na Biblioteca Pública, além do pintor Hahnemann Bacellar, que o abasteceram das primeiras técnicas e leituras sobre artes plásticas.

Na década de 1970, já artista consagrado, com exposições de suas pinturas nas melhores galerias do Rio de Janeiro, Valle surpreendeu com a performance (“streaming”, como se praticava na época) desfilando nu pela praia de Copacabana com duas flechas na mão.

Expôs em Manaus poucas vezes. Entre elas em 1976, no Salão Aberto de Arte EMAMTUR – Empresa Amazonense de Turismo; Salão aberto de Arte no (Espaço Cláudio Santoro em 1993 e na agência local do Chase Manhattan Bank.

Enéas Valle era também matemático, participou do Teatro Oficina, Doutor em Comunicação e Cultura.

Era Professor titular da Escola de Belas Artes da UFRJ.

Depois de uma década sem expor, Valle apresentou duas exposições no mesmo ano (2024): “Desabem limites, apareçam distâncias esquecidas” no Espaço Cultural dos Correios e “A Curva da Cor”, na Real Galeria de Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro.

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