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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Hamas libera 20 reféns em novo acordo de cessar-fogo com Israel

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Libertação ocorre dois anos após os ataques de 7 de outubro e faz parte de mediação internacional liderada por EUA e países árabes

Hamas libera reféns em troca por palestinos presos

O grupo palestino Hamas libertou, nesta segunda-feira (13), 20 reféns que estavam em seu poder desde o início da guerra com Israel. A entrega dos reféns faz parte de um novo acordo de cessar-fogo temporário negociado com a mediação dos Estados Unidos e de países árabes aliados, como Egito e Catar.

Segundo informações das Forças de Defesa de Israel (FDI), os reféns foram entregues à Cruz Vermelha e, em seguida, conduzidos para território israelense, onde receberam atendimento médico e psicológico. Todos passam bem, de acordo com as autoridades locais.

Acordo mediado por potências internacionais

A libertação faz parte de um arranjo diplomático que prevê, além do cessar-fogo, a troca de prisioneiros palestinos detidos em Israel. Fontes ligadas às negociações afirmaram que o acordo contempla também a ampliação do envio de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, duramente atingida pelos bombardeios.

Segundo representantes do Egito, o processo de mediação foi “extremamente sensível” e envolveu semanas de conversas indiretas entre as partes. Um porta-voz do governo americano declarou que a prioridade “é salvar vidas e criar as condições para uma paz duradoura”.

Dois anos após os ataques de 7 de outubro

O cessar-fogo acontece exatamente dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251. Desde então, o conflito provocou uma das crises humanitárias mais graves do Oriente Médio nas últimas décadas.

De acordo com o governo israelense, antes da libertação desta segunda-feira, 48 reféns ainda estavam sob o poder do Hamas. Desses, 28 foram declarados mortos. As demais vítimas haviam sido libertadas em trocas anteriores ou resgatadas durante operações militares.

Reações em Israel e em Gaza

Em Tel Aviv, familiares dos reféns libertados comemoraram com cautela a notícia. “É um alívio momentâneo, mas o nosso coração ainda está com os que não voltaram”, disse uma porta-voz do grupo Famílias pelos Reféns.

Do lado palestino, multidões se reuniram em cidades da Cisjordânia para receber os prisioneiros libertados por Israel em troca. Entre eles, estavam jovens detidos por participação em protestos e líderes locais presos sem julgamento formal.

O Hamas divulgou um comunicado afirmando que “a resistência continua enquanto a ocupação existir”, embora tenha confirmado que “respeitará os termos do cessar-fogo enquanto Israel fizer o mesmo”.

Desafios para uma paz duradoura

Especialistas em relações internacionais avaliam que o acordo representa um avanço, mas está longe de significar o fim do conflito. “O cessar-fogo é um passo necessário, mas ainda frágil. A desconfiança entre as partes é profunda”, analisou o professor de política do Oriente Médio da Universidade de Haifa, Daniel Grossman.

As Nações Unidas também se manifestaram, destacando que a libertação dos reféns é um “gesto humanitário” e que a comunidade internacional precisa “aproveitar a oportunidade para construir um caminho sustentável de diálogo e reconstrução”.

Cenário humanitário em Gaza continua crítico

Enquanto os esforços diplomáticos avançam, a situação em Gaza segue alarmante. A ONU estima que mais de 80% da população do território esteja deslocada internamente, e hospitais ainda enfrentam escassez severa de medicamentos e combustível.

O envio de ajuda humanitária continua sendo um ponto central nas negociações, com pressão crescente de organizações civis para garantir o acesso de suprimentos básicos à população.

 

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