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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada nesta quinta-feira (28), como exemplar. Segundo afirmou em entrevista coletiva, a operação conseguiu chegar “ao andar de cima” do crime organizado.
“Essa operação é exemplar, porque ela conseguiu chegar na cobertura do sistema, no andar de cima do sistema”, afirmou Fernando Haddad, no Ministério da Justiça, em Brasília.
A megaoperação, com cerca de 1.400 agentes, cumpriu, na manhã desta quinta, mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema no setor de combustíveis, comandado por integrantes do PCC. O grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
Haddad ainda mencionou que o Estado conseguiu “sofisticar a sua atuação contra o crime organizado”. “Nós estamos falando de uma operação que contou com a investigação da Polícia Federal e com fiscalização da Receita Federal. A fiscalização da Receita Federal tem que ser colocada à disposição dos órgãos de combate ao crime organizado, porque a sofisticação do crime organizado hoje, ela exige da parte da Receita que nós consigamos decifrar o caminho do dinheiro, que é muito sofisticado. São muitas camadas”.
Ministério da Fazenda vai ‘enquadrar’ fintechs
Após a coletiva, Haddad afirmou à TV Globo que o Ministério da Fazenda vai enquadrar, à partir desta sexta (29), as fintechs como instituições financeiras. “Infelizmente, algumas fintechs foram utilizadas para esse fim. Estamos acompanhando algumas fintechs que serviram de veículo para o crime organizado. A partir de amanhã [sexta], a Receita Federal enquadra as fintechs como instituições financeiras”, explicou.
“O que significa isso? Que as fintechs a partir de amanhã terão que cumprir rigorosamente as mesmas obrigações que os grandes bancos, porque com isso aumenta o potencial de fiscalização da Receita”, completou o ministro.
Também participou da entrevista coletiva o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ele também parabenizou a operação.
Segundo Lewandowski, nos últimos anos, o Brasil tem observado a migração de organizações criminosas da ilegalidade para a legalidade, fenômeno que, segundo ele, também ocorre em outros países.
Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
“Hoje é, para a segurança pública e para o governo do Brasil, um momento muito auspicioso no que diz respeito ao combate ao crime organizado. Estamos observando migração da ilegalidade para a legalidade. Importante dizer que esse não é só um fenômeno brasileiro, mas mundial, e tem se intensificado”, declarou Lewandowski.



