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segunda-feira, 2 março, 2026
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Guerra se amplia, mata 31 no Líbano e Irã diz que não negociará

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A guerra no Oriente Médio se amplia, com ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano, e uma ofensiva por parte do Irã em toda a região. A intensificação do conflito ocorre depois de o governo iraniano ter desmentido a versão de Donald Trump de que as novas autoridades em Teerã teriam tentado negociar uma saída diplomática para a crise.

A crise fez o preço do petróleo explodir, obrigou empresas aéreas a cancelar mais de 1,2 mil voos pelo Oriente Médio e coloca o mundo em tensão.

Trump advertiu no domingo que as operações no Irã continuarão “até que todos os nossos objetivos sejam alcançados”. Ele ainda fez um apelo: “Mais uma vez, exorto a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber imunidade total ou enfrentar morte certa”.

Desmentindo Trump de que haveria uma ação de Teerã por buscar um acordo, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, anunciou nesta segunda-feira que seu país “não negociará com os Estados Unidos”. Larijani é o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e foi um dos principais conselheiros líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado.

Uma das tentativas do regime é o de demonstrar que a morte de mais de 40 comandantes do país não irá afetar a estrutura de poder e que transições já começaram a ser feitas.

No total, o governo dos EUA afirmou que, junto com Israel, mais de mil alvos foram atingidos pela ofensiva contra o Irã que começou no sábado. O número de mortos deverá aumentar após o segundo dia de bombardeios. A mídia estatal iraniana informou que 165 pessoas tiveram suas mortes confirmadas em um ataque a bomba contra uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país, no sábado. Na ONU, o governo iraniano acusou Israel e os EUA de atacar alvos civis, e não apenas militares.

Mas é no Líbano que um novo capítulo da guerra parece ganhar força. Os ataques israelenses contra Beirute e o sul do Líbano mataram 31 pessoas e feriram 149, segundo o Ministério da Saúde libanês. Trata-se de uma resposta aos ataques do Hezbollah contra a cidade de Haifa, horas antes. O exército israelense lançou uma “campanha ofensiva” contra o Hezbollah que provavelmente durará vários dias, confirma o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.

Israel ordenou a evacuação de pelo menos 50 cidades libaneses no sul do país. “Iniciamos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Não estamos mais na defensiva, agora passamos ao ataque”, afirma. “Precisamos nos preparar para vários dias de combate, muitos mesmo. Precisamos de uma forte prontidão defensiva e de um preparo ofensivo contínuo, em ondas.”

No Bahrein, Manama, Doha e em Dubai, explosões voltaram a ser registradas.

Em Israel, nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de uma ataque de mísseis iranianos na cidade de Beit Shemesh. Na noite de domingo para segunda-feira, uma nova ofensiva foi registrada e a maioria dos mísseis foi interceptada. Um deles, porém, caiu em uma rua de Jerusalém, deixando diversas pessoas feridas.

Uma fumaça negra subia na cidade do Kuwait, num possível ataque contra a embaixada dos EUA. “Não venham à embaixada”, diz a orientação publicada no site da representação diplomática americana no país. “Abriguem-se em suas residências, no andar mais baixo disponível e longe das janelas. Não saiam”, pediu o governo dos EUA aos cidadãos americanos.

A orientação também insta os cidadãos americanos no Kuwait a “permanecerem em suas casas, revisarem seus planos de segurança em caso de ataque e ficarem alertas para possíveis novos ataques no futuro”.

O aeroporto de Erbil, no Iraque, também foi alvo de mísseis. O local é usado de base para soldados dos EUA.

No Chipre, bases britânicas também foram atacadas por drones iranianos, ainda que Londres tenho explicado que se trata apenas de danos mínimos. O governo local colocou as autoridades em alerta, fechando escolas e evacuando pessoas onde necessário.

Em um pronunciamento à nação no início desta segunda-feira, o presidente Nikos Christodoulides afirmou que a segurança do país é a principal preocupação do governo.

“Estamos localizados em uma região de particular instabilidade geopolítica, com muitos desafios e problemas, e atravessando atualmente uma crise sem precedentes”, disse. “Estamos fazendo o que precisa ser feito, tendo a segurança do nosso país e dos nossos cidadãos como nossa maior prioridade”, declarou.





ICL Notícias

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