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A banda Clareou manifestou repúdio contra Ivete Sangalo por conta do nome escolhido pela artista para uma nova turnê: ‘Ivete Clareou’. O projeto faz referência à cantora Clara Nunes e homenageia o samba.
O grupo apontou uso “indevido” da marca, “sem qualquer consulta ou autorização prévia”. Segundo o comunicado publicado nas redes sociais da banda de pagode nesta terça-feira (8), a marca está registrada desde 2010. “Tal registro garante ao grupo Clareou o uso exclusivo da marca dentro da classe correspondente ao segmento de entretenimento e atividades musicais, o que abrange turnês, shows e eventos relacionados”, diz.
Por outro lado, a empresa Super Sounds, responsável pela realização da turnê “Ivete Clareou”, em nota divulgada nesta quarta-feira (9), afirmou que tentou diálogo com banda que leva nome parecido, mas decidiu encerrar contato após receber proposta com “valores astronômicos”.
Grupo Clareou manifesta repúdio contra Ivete Sangalo por uso ‘indevido’ de marca.
Polêmica entre Clareou e Ivete Sangalo
A polêmica repercutiu nas redes sociais após a abertura de ingressos da turnê na terça-feira (8). O projeto tem como objetivo celebrar o samba e homenagear Clara Nunes, sambista mineira reconhecida internacionalmente e grande inspiração para Ivete Sangalo.
A banda Clareou afirmou que tentou resolver a questão de forma “amigável”, buscando diálogo com a equipe de Ivete Sangalo, mas não houve acordo.
Nota de posicionamento do grupo Clareou. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
“A equipe da artista persistiu no uso não autorizado da marca e, ainda, protocolou junto ao INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial] pedidos de registro das marcas ‘Clareou’ e Ivete Clareou’ na mesma classe já ocupada legalmente pelo grupo Clareou, tentativa que configura uma clara violação de direitos marcários”.
“O Grupo Clareou expressa seu profundo desconforto e repúdio ao uso indevido de sua marca, bem como ao desrespeito à sua trajetória e ao projeto musical ‘Do Nada Clareou’, também com registro ativo no INPI. Tal conduta caracteriza, além de concorrência desleal, um gesto de desprezo pela história do grupo, que conquistou seu espaço de forma legítima e sólida no cenário nacional do samba”, completa.
O grupo afirmou que está adotando “todas as medidas cabíveis”, tanto administrativas quanto judiciais, nas esferas cível e criminal, para a defesa de dos direitos da banda e da integridade da marca.
Empresa responsável pela turnê
Por outro lado, em comunicado emitido nesta quarta-feira, a Super Sounds afirmou que que o uso da marca “Ivete Clareou” é legítimo e não configura qualquer violação a direitos de terceiros. A empresa ainda explicou que a marca da banda de pagode que foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é “Grupo Clareou” – e não “Clareou”, como afirmado pelos artistas nas redes sociais.
“A marca registrada é “Grupo Clareou” , o que não lhe confere direito de exclusividade quanto ao uso da palavra “Clareou”, isoladamente ou em conjunto com outras”, diz a nota.
A Super Sounds ainda afirmou que, ao saber da insatisfação do grupo, tentou dialogar para buscar alternativas que eliminassem possibilidades de confusão por parte do público. Porém, os integrantes da banda de pagode teriam apresentado apenas uma proposta com valores altos, o que fez com que a empresa encerrasse as tratativas.



