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terça-feira, 21 julho, 2026
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Greve dos rodoviários paralisa transporte coletivo e deixa Manaus sem ônibus

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Categoria cruza os braços por atraso no pagamento de salários e interrompe circulação de 100% da frota na capital

Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus iniciaram uma greve geral na tarde desta segunda-feira (20), interrompendo a circulação de ônibus em toda a capital amazonense. A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários por meio das redes sociais e, segundo a entidade, atinge 100% da frota. O movimento foi motivado pelo atraso no pagamento dos salários da categoria e começou de forma imediata, sem aviso prévio à população.

A interrupção do serviço provocou impactos diretos na mobilidade urbana de Manaus, deixando milhares de passageiros sem transporte público no início da tarde. Diversas linhas deixaram de operar e ônibus foram estacionados em importantes vias da cidade, comprometendo o fluxo de veículos e ampliando os transtornos para quem dependia do sistema para retornar do trabalho, estudar ou cumprir outros compromissos.

As primeiras imagens da paralisação mostraram dezenas de ônibus parados em avenidas estratégicas da região central, como Leonardo Malcher e Constantino Nery, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1). Os veículos permaneceram estacionados nas pistas, chamando a atenção de motoristas e pedestres e causando lentidão no trânsito.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a decisão de iniciar a greve foi tomada após sucessivos atrasos salariais registrados pelas empresas que operam o transporte coletivo na capital. A entidade afirma que a categoria vinha aguardando o cumprimento dos compromissos assumidos pelas empresas, mas, diante da falta de pagamento, decidiu interromper as atividades.

O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, afirmou que os trabalhadores perderam a confiança nas promessas feitas pelas empresas e que a paralisação foi considerada a única alternativa restante.

“Não há outra alternativa a não ser cruzar os braços. A categoria cansou de promessas.”

Segundo o dirigente sindical, o movimento permanecerá enquanto os salários não forem depositados integralmente nas contas dos trabalhadores.

Paralisação afeta todas as zonas da cidade

Com a suspensão da circulação da frota, moradores das zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro-Sul passaram a enfrentar dificuldades para se deslocar. A falta de ônibus provocou filas em pontos de parada e obrigou muitos passageiros a buscar alternativas, como transporte por aplicativos, táxis, mototáxis ou caronas.

A paralisação também impactou trabalhadores do comércio, estudantes, servidores públicos e usuários que dependem exclusivamente do transporte coletivo para realizar deslocamentos diários.

Sem previsão para o retorno da operação, a expectativa é de que os transtornos aumentem caso o impasse entre rodoviários e empresas não seja resolvido nas próximas horas.

Sindicato cobra cumprimento das obrigações

O Sindicato dos Rodoviários informou que a greve ocorre mesmo após decisões judiciais que determinaram a aplicação de multa diária às empresas responsáveis pelo transporte coletivo em caso de descumprimento das obrigações relacionadas ao pagamento dos salários.

Segundo a entidade, as medidas judiciais não foram suficientes para garantir que os trabalhadores recebessem seus vencimentos dentro do prazo, motivo pelo qual a categoria decidiu iniciar a paralisação.

Para o sindicato, a continuidade dos atrasos compromete não apenas a estabilidade financeira dos rodoviários, mas também a prestação do serviço público, uma vez que a insatisfação da categoria tornou inevitável a interrupção das atividades.

Empresas ainda não se manifestaram

Até a publicação desta matéria, não havia previsão oficial para a retomada da operação do transporte coletivo em Manaus. O sindicato reafirmou que a greve continuará até que os salários sejam pagos.

Também não havia posicionamento público das empresas responsáveis pela operação do sistema sobre os atrasos salariais ou sobre possíveis negociações para encerrar a paralisação.

A expectativa é de que novas reuniões ocorram entre representantes da categoria, empresas e autoridades competentes na tentativa de construir um acordo que permita a normalização do serviço.

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