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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Governo Zema nega reajuste à segurança e servidores de MG denunciam “calote e descaso” — Brasil de Fato

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O governo de Romeu Zema (Novo) confirmou que os servidores da segurança pública de Minas Gerais não terão reajuste salarial em 2025. O anúncio, feito durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na segunda-feira (13), foi recebido com indignação por representantes da categoria, que denunciaram o “calote” e o “descaso” do Executivo estadual.

Os números apresentados mostram que o gasto com pessoal está em 48,52% da receita corrente líquida, abaixo do limite máximo de 49%, mas acima do chamado “patamar prudencial” de 46,55%. Para as entidades sindicais, o governo usa o discurso fiscal como justificativa para negar direitos e manter os salários congelados.

“Só com pressão para sermos valorizados”

“Só na rua e na pressão para sermos valorizados”, afirmou Wemerson Silva de Oliveira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais (Sindpol). Ele anunciou um ato público para o próximo dia 28 de outubro, na Praça Carlos Chagas, em Belo Horizonte, reunindo policiais civis, militares, penais e bombeiros. O protesto deve cobrar recomposição salarial e reposição dos quadros, diante do adoecimento e da sobrecarga de trabalho nas forças de segurança.

O secretário de Estado da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, disse que o governo conseguiu equilibrar as contas e reduzir o endividamento desde 2019, mas alegou que não há margem para aumentos, devido aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo ele, a valorização dos servidores “depende da melhora gradual das finanças” e está vinculada à adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados com a União (Propag).

“O crime organizado cresce, e o Estado cruza os braços”

Representantes de várias entidades reforçaram que o discurso de austeridade de Zema banaliza a importância da segurança pública e do servidor. José Lino, do Sindicato dos Auxiliares do Sistema Prisional e Socioeducativo de Minas Gerais (Sindasep/MG), denunciou a ausência de concursos há mais de 12 anos e o impacto direto disso na sobrecarga dos trabalhadores.

“Estamos minguando. O vencimento básico não dá conta nem da sobrevivência, e o número de servidores é cada vez menor, diante da demanda”, afirmou.

Wemerson Silva, do Sindpol, alertou que há menos de 10 mil servidores atuando nos 853 municípios mineiros. “Os servidores estão adoecendo. Falta pessoal e sobra serviço”, disse.

A presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, Elaine Matozinhos, afirmou que o efetivo deveria ser de 18 mil servidores. 

“Nosso pessoal está doente. O governo precisa romper as dificuldades e priorizar a segurança, pois o crime organizado cresce, e o Estado cruza os braços”.

O vice-presidente do Sindicato dos Delegados, Márcio Nabak, classificou o posicionamento do governo como frustrante. “É sempre a mesma história. O crime organizado já está entranhado em Minas, e faltam condições materiais e humanas para atuação”.

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Fonte: Brasil de Fato

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