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quarta-feira, 20 maio, 2026
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Governo Trump faz ofensiva para acabar com flotilha de ajuda para Gaza

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O governo dos EUA tenta asfixiar a flotilha que tenta chegar até Gaza para denunciar os crimes cometidos por Israel e levar ajuda humanitária para a região. Nesta semana, o Tesouro norte-americano anunciou sanções financeiras contra quatro pessoas que, segundo Washington, seriam as supostas ligações do grupo com entidades consideradas como terroristas pelos EUA. Nenhuma prova foi apresentada.

Ao longo de vários meses, a flotilha contou com a presença de diversos brasileiros. Mais recentemente, o ativista Thiago Ávila foi um dos detidos por Israel e depois deportado ao Brasil. Além dele, outros participantes estão neste momento sob detenção por tentarem chegar até Gaza em uma nova ação.

O governo Lula criticou a prisão do brasileiro por Israel, enquanto a ONU denunciou a violência por parte do governo de Tel Aviv e alertou que prestar solidariedade não pode ser alvo de uma ação criminal.

Em Washington, sanções foram amplamente usadas contra qualquer entidade e instituição que possa colocar pressão sobre Israel. Em 2025, procuradores e juízes da Corte Penal Internacional foram alvo de medidas da Casa Branca, depois de indiciarem Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Agora, o foco da ação americana é a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior. Sem apresentar provas, a acusação do governo Trump é de que o grupo estaria sendo financiado pelo Hamas.

“O Hamas depende de uma rede diversificada de parceiros internacionais para expandir sua influência política maligna, facilitar atividades terroristas violentas e minar os esforços internacionais para alcançar uma paz duradoura em Gaza”, alega o governo Trump.

“A flotilha pró-terrorista que tenta chegar a Gaza é uma tentativa ridícula de minar o progresso bem-sucedido do presidente Trump em direção a uma paz duradoura na região”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent. “O Tesouro continuará a cortar as redes globais de apoio financeiro do Hamas, não importa onde estejam no mundo”, insistiu.

Mais uma vez sem apresentar provas, os EUA afirmam que a Frente Popular para a Libertação da Palestina e outras entidades seriam “controladas clandestinamente por organizações terroristas palestinas sancionadas ou atuam em nome delas”.

“As chamadas flotilhas humanitárias, organizadas por ou que apoiam partes designadas, representam um risco significativo de não conformidade para as instituições financeiras”, afirmam os americanos.

Como forma de tentar abalar a estrutura da operação, sanções foram colocadas sobre dirigentes dos grupos que organizam a iniciativa. São eles:

Saif Hashim Kamel Abukishek, com sede na Espanha, Hisham Abdallah Sulayman Abu Mahfuz, na Jordânia, Mohammed Khatib, com sede na Bélgica, e Jaldia Abubakra Aueda, também na Espanha.
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“Como resultado da ação, todos os bens e interesses em bens das pessoas designadas ou bloqueadas descritas acima que estejam nos Estados Unidos ou na posse ou controle de pessoas dos EUA estão bloqueados e devem ser relatados ao OFAC”, afirma o Tesouro dos EUA.

“Além disso, quaisquer entidades que sejam detidas, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais por uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas”, explicam.





ICL Notícias

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