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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Governo quer pauta econômica em possível ligação com Trump

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Uma possível ligação telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump começa a ser vista como um caminho para destravar as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante da tarifa de 50% que passará a ser aplicada sobre cerca de 60% das exportações brasileiras a partir desta quarta-feira (6). No entanto, o governo brasileiro adota uma postura prudente: antes de avançar com a ideia, quer ter clareza sobre o real interesse da Casa Branca em manter o foco exclusivo na pauta econômica.

Na última sexta-feira, Trump afirmou publicamente que Lula pode telefonar “quando quiser”. O presidente brasileiro respondeu dizendo estar disposto ao diálogo. O gesto foi visto por diplomatas como um sinal positivo, mas que deve ser analisado com cuidado, especialmente em um contexto geopolítico sensível.

Segundo o jornal O Globo, fontes próximas ao Palácio do Planalto afirmam que, caso Washington sinalize interesse real em uma conversa entre os chefes de Estado, será necessário definir previamente os temas que serão tratados, quem fará a chamada e em que momento ela acontecerá. O receio é que a conversa, se mal conduzida, gere ainda mais prejuízos aos interesses brasileiros, sobretudo para os setores econômicos mais afetados pela medida.

Crise comercial de Trump tem tons políticos

Desde que Trump anunciou a nova tarifa, em 9 de julho, as tensões comerciais entre os dois países ganharam também contornos políticos. Na carta em que formalizou a medida, o presidente norte-americano acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro, colocando ainda mais pressão sobre o cenário diplomático.

Com isso, a avaliação no Itamaraty é de que a iniciativa para uma possível reaproximação deve partir dos Estados Unidos. Diplomatas brasileiros entendem que o momento exige uma abordagem estratégica e sem pressa, priorizando a proteção dos setores produtivos nacionais que podem ser diretamente impactados pela sobretaxa.

Bastidores seguem movimentados

Apesar da cautela nas declarações públicas, os canais diplomáticos seguem ativos. O encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ocorrido na última quinta-feira (31/7), foi considerado um passo importante — e já era desejado há tempos pelo lado brasileiro.

Além disso, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, mantém conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prepara uma reunião com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Esses diálogos técnicos podem pavimentar um possível entendimento mais amplo, caso o diálogo entre Lula e Trump se concretize.



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