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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Governo investe R$ 2,4 bi em equipamentos de saúde

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou nesta segunda-feira (4) um investimento de R$ 2,4 bilhões na compra de mais de 10 mil equipamentos de saúde voltados para a atenção básica e procedimentos cirúrgicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O destaque da medida é a aplicação de margens de preferência para produtos fabricados no Brasil, inclusive aqueles com tecnologia nacional.

De acordo com o MDIC, os equipamentos nacionais poderão ser adquiridos mesmo que apresentem preços entre 10% e 20% superiores aos de similares importados. As aquisições fazem parte do PAC-Saúde e serão conduzidas por meio de editais lançados pelo Ministério da Saúde.

Segundo o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, “o governo do presidente Lula seguirá mobilizando todos os instrumentos para defender a economia brasileira, como é o caso das compras públicas, que têm um papel importante para fortalecer o setor de dispositivos médicos”.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o momento é estratégico para impulsionar a indústria local, garantindo soberania e segurança no setor de saúde.

Tarifaço de Trump atinge exportação de equipamentos de saúde

O anúncio acontece em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A partir desta quarta-feira (6), entra em vigor uma tarifa de 50% sobre dispositivos médicos brasileiros, imposta pelo governo do presidente Donald Trump.

A medida afeta diretamente as exportações do setor. Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), comentou à reportagem do G1 que a decisão compromete o envio desses produtos aos EUA. Segundo ele, a indústria brasileira terá que decidir entre absorver os custos adicionais — algo pouco viável — ou buscar novos mercados, o que traz seus próprios desafios, especialmente em relação à regulação.

Fraccaro ainda destacou a concorrência acirrada com países como China, Índia e Turquia, que também fornecem dispositivos médicos ao mercado norte-americano.

Foco em atenção básica e especializada

A nova política de compras públicas prioriza uma lista de produtos utilizados em atendimentos primários, além de 11 itens voltados para cirurgias e tratamentos oftalmológicos. Para os serviços especializados, estão previstos investimentos em equipamentos de alta precisão diagnóstica e terapêutica, que garantam segurança em ambientes cirúrgicos complexos e contribuam para a integração com serviços assistenciais avançados.

Na atenção básica, o foco está na digitalização e na ampliação da eficiência dos atendimentos, com incentivo à prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e resposta clínica abrangente.

Atualmente, cerca de 45% das demandas nacionais por insumos e tecnologias em saúde são supridas por produção local. A meta do governo é elevar esse índice para 50% até 2026 e atingir 70% até 2033.



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