O governo federal anunciou o reforço da operação de combate aos incêndios florestais no Amazonas, com a criação de um Estado-Maior Conjunto em Manaus, a ampliação do efetivo do Ibama e o envio de novas aeronaves, helicópteros, navios e brigadistas. A mobilização reúne diferentes ministérios e órgãos federais, em articulação com o governo estadual e os municípios.

A medida busca intensificar o combate ao fogo, agilizar as decisões operacionais e reduzir os impactos da fumaça sobre a saúde da população, especialmente em Manaus.
Durante a coletiva, foi anunciado que o Ibama receberia mais 450 profissionais para atuar no combate aos incêndios e na fiscalização. O órgão informou que já trabalhava com dez aeronaves, entre aviões, helicópteros e uma aeronave de apoio logístico, além do reforço previsto das Forças Armadas.
A operação também contará com a participação da Marinha, do Exército e da Força Aérea, incluindo o envio de uma aeronave com sistema moderno de combate a incêndios, mais quatro helicópteros e dois navios. A criação do Estado-Maior Conjunto em Manaus deve facilitar a coordenação das equipes e tornar as respostas mais rápidas.
Segundo o governador, a previsão é ampliar a operação para 16 aeronaves e ultrapassar 600 pessoas mobilizadas em Manaus nos próximos dias, incluindo brigadistas, forças de segurança, técnicos e profissionais das áreas de defesa civil e saúde. Os quantitativos poderão ser ampliados conforme a necessidade.
Governo anuncia fiscalização e punição para queimadas ilegais
Além do combate direto aos incêndios, o governo federal anunciou medidas para intensificar a fiscalização e responsabilizar os autores de queimadas ilegais. O Ibama informou que vai embargar áreas atingidas e realizar investigações para identificar os responsáveis.
Durante a coletiva, representantes do governo destacaram que o uso do fogo está proibido no estado, conforme decreto estadual mencionado pelas autoridades, e reforçaram a necessidade de prevenir novos focos de incêndio.
O governador também fez um apelo à população para que não provoque queimadas e denuncie quem estiver colocando fogo na vegetação.
“Não adianta todos os dias a gente estar aqui com muitos equipamentos, com milhares de homens e mulheres trabalhando, se a gente não conscientizar a população do nosso estado. Não atiem fogo. Um pequeno gesto pode causar um prejuízo muito grande”, afirmou.
O governador pediu que moradores da capital e do interior, especialmente das regiões afetadas, colaborem com as autoridades, fornecendo informações e registros que possam ajudar na identificação dos responsáveis.
Integração entre governos para enfrentar a crise
A operação reúne mais de dez ministérios e órgãos federais, em parceria com o governo do Amazonas e as prefeituras. Segundo os representantes federais, a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é garantir os recursos humanos, tecnológicos e financeiros necessários para enfrentar a crise.
A atuação integrada também contempla o apoio logístico aos brigadistas, a articulação da Defesa Civil e o acompanhamento dos impactos da fumaça sobre a saúde pública.
O governo federal destacou ainda a preocupação com as condições climáticas previstas para os próximos meses, diante da possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño, que pode agravar o cenário de estiagem e aumentar os riscos de incêndios.
Com o reforço das equipes e dos equipamentos, a expectativa é ampliar a capacidade de resposta aos focos de incêndio, prevenir novas ocorrências e reduzir os efeitos da fumaça sobre a população amazonense.



