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sábado, 28 março, 2026
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Governo espera novas sanções dos EUA com julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe

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O governo do presidente Lula da Silva avalia que os Estados Unidos podem anunciar uma nova rodada de sanções em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte inicia, na próxima terça-feira (2), a análise dos réus apontados como núcleo central da tentativa de golpe de Estado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro de ter sido o “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações que visavam mantê-lo no poder mesmo após a derrota eleitoral em 2022.

O caso do ex-presidente foi citado pelo presidente americano, Donald Trump, como uma das justificativas para a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 6 de agosto.

Segundo integrantes do Planalto, a exigência de Trump pelo arquivamento dos processos contra Bolsonaro colocou a relação entre Brasília e Washington em uma “fase crítica”. Uma eventual condenação no STF poderia acionar novas medidas econômicas e até retaliações direcionadas a ministros da Corte.

Governo

O presidente dos EUA, Donald Trump, condicionou tarifaço ao julgamento de Bolsonaro

Governo aplica Lei da Reciprocidade

O governo brasileiro já havia iniciado os trâmites para aplicar a chamada Lei de Reciprocidade contra os EUA — processo que, segundo auxiliares de Lula, estava programado independentemente do julgamento. Como a legislação prevê um rito demorado, eventuais retaliações só poderiam ser implementadas no fim deste ano ou em 2026.

Diplomatas avaliam que a abertura do procedimento pode funcionar como sinal político e facilitar um canal de diálogo com Washington, que até agora tem evitado negociações. “Espero que ajude a acelerar o diálogo e a negociação”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Apesar da pressão, fontes do governo afirmam que não há intenção, no momento, de impor novas tarifas ou sobretaxas contra os EUA, para não prejudicar o setor produtivo brasileiro. Caso haja mais sanções, a tendência é que a resposta de Brasília seja predominantemente política, calibrada de acordo com a repercussão interna e externa.





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