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sábado, 4 abril, 2026
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Governo Caiado vincula terras raras a acordo com os EUA após empréstimo milionário

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Por Jéssica Cavalcante – Goiás 246

Os Estados Unidos garantiram acesso às terras raras produzidas pela mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu (norte de Goiás), como parte de um acordo ligado a um financiamento de US$ 565 milhões.

A operação envolve minerais considerados estratégicos e ocorre em meio a articulações do governo de Goiás com autoridades americanas para ampliar a exploração e o desenvolvimento desse setor no estado.

A informação foi confirmada pelo chefe de investimentos da US International Development Finance Corporation (DFC), Conor Coleman, em entrevista ao Financial Times.

Acordo inclui controle sobre destino dos minerais

Segundo Coleman, o financiamento firmado com a mineradora inclui cláusulas que asseguram o destino da produção. “Há controles de offtake garantindo que [os metais] fossem para os Estados Unidos e partes alinhadas aos EUA”, afirmou.

O diretor também disse que o direito de influenciar para onde os minerais seriam vendidos está diretamente relacionado ao empréstimo concedido.

O empréstimo, equivalente a quase R$ 3 bilhões, foi anunciado em fevereiro deste ano. O acordo também prevê que os Estados Unidos possam adquirir uma participação acionária minoritária na Serra Verde.

Empresa nega influência na gestão

Em nota divulgada em fevrereiro, quando foi feito o empréstimo, a mineradora afirmou que a operação não altera sua independência. “A Serra Verde é, e continuará sendo, uma empresa independente não controlada por nenhum governo. O governo dosEUA não terá reprsentação no conselho após esse anúncio, e a DFC não tem o direito de nomear diretores para o conselho da Serra Verde”.

A mina Pela Ema, aperada pela Serra Verde, tem ganhado destaque internacional por ser uma das poucas produtoras de terras raras pesadas fora da China. Entre os minerais extraídos estão o disprósio e o térbio, considerados estratégicos para a indústria de alta tecnologia.  Esses elementos são utilizados em setrores como a indústria automotiva, equipamentos médicos, energias renováveis, robótica, defesa e aeroespacial.

Procurada, a empresa não esclareceu o alcance do acordo e do nível de acesso dos Estados Unidos à produção.

 





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