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segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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GCM lança gás contra membros do Teatro do Contêiner, alvo de tentativa de despejo pela prefeitura

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Por Catarina Duarte – Ponte Jornalismo

Uma ação da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo nesta terça-feira (19/8) foi denunciada pela página do Teatro de Contêiner Mungunzá. Em vídeos divulgados, pessoas aparecem sendo retiradas por agentes, e é possível ver guardas lançando gás contra o público, enquanto gritos alertam que havia crianças no local.

Em uma das gravações, compartilhada às 17h, um dos organizadores afirma que o prédio foi ocupado para evitar o despejo. “Estão falando que vão nos despejar e destruir tanto o Tem Sentimento quanto o Teatro de Contêiner simplesmente para o governador e o prefeito virem no espaço onde era a Cracolândia fazer palanque aqui”, diz o responsável, que se apresenta como Lucas.

O Teatro de Contêiner está instalado na Rua dos Gusmões, na Santa Ifigênia, próximo à antiga Cracolândia e à Praça Princesa Isabel — áreas marcadas por ações de remoção sob o argumento de revitalização do centro. Para os artistas do espaço, essas medidas fazem parte de um projeto de higienização ligado à chegada do governo estadual à região.

GCM lança gás contra membros do Teatro do Contêiner, alvo de tentativa de despejo pela prefeitura

Gás contra o público

Criado em 2016 pela Companhia Mungunzá, o teatro surgiu após um levantamento de áreas ociosas e se consolidou como referência cultural e social. Durante a pandemia, chegou a abrigar políticas públicas, distribuindo refeições, cestas básicas, kits de higiene e água a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em maio, a gestão Ricardo Nunes deu 15 dias para a desocupação, sob a justificativa de construir moradia popular. No dia 6 de agosto, conforme noticiado pelo g1 São Paulo, a Prefeitura enviou uma nova notificação informando que o prazo não seria prorrogado e se encerraria nesta quinta-feira (20/8). Segundo a administração municipal, a área, de propriedade do município, será destinada a um programa habitacional voltado à revitalização do centro.

Os responsáveis pelo teatro denunciam que a medida representa uma forma de limpeza urbana que desvaloriza a cultura local e integra um plano higienista. “É uma tristeza enorme estar passando por isso, um espaço referência para a nossa cidade, para o nosso país, que deveria ser chancelado e promovido pela própria prefeitura como um equipamento de sucesso, que caminha com as próprias pernas”, disse Marcos Felipe, integrante da Companhia Mungunzá de Teatro, em entrevista à Ponte em maio deste ano.

O que dizem as autoridades

A Ponte procurou a Prefeitura de São Paulo para pedir um posicionamento sobre a atuação da GCM no Teatro de Contêiner na tarde desta terça-feira (19/8).

Em nota, a Guarda Civil Metropolitana informou que realizou nesta terça-feira (19) uma operação na Rua dos Protestantes para desocupar um imóvel ao lado do Teatro de Contêineres. Segundo a corporação, o prédio, interditado e com demolição prevista pela Prefeitura de São Paulo, havia sido invadido por um grupo que utilizava um acesso clandestino a partir do terreno do teatro. Diante da recusa em deixar o local, a GCM afirmou que foi necessária a intervenção das forças de segurança. Após a ação, acrescentou, o imóvel permaneceu trancado e preservado.



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