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quarta-feira, 28 outubro, 2026
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‘Gays têm que morrer’, diz homem em ataque homofóbico após vitória de Lula

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Por Felipe Rabioglio

O fundador do Coletivo SOMOS, Leonardo Silva Maciel, denunciou à Polícia Civil um ataque homofóbico ocorrido após o segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25), em Lins, no interior de São Paulo. Em um vídeo publicado no Instagram, um homem dirigiu ofensas ao ativista e à população LGBTQIA+, chegando a afirmar que “os gay tem que tudo morrer”. O caso foi registrado nesta terça-feira (27) como ameaça e crime previsto na Lei 7.716/1989, que trata de discriminação.

Na gravação, o autor exibe o perfil de Leonardo e profere insultos contra pessoas homossexuais. Além de declarar que não gosta de gays, afirma que integrantes da comunidade LGBTQIA+ são uma minoria sem direitos e que deveriam buscar ser “gente normal”. O vídeo também contém ataques a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O boletim de ocorrência, ao qual o ICL Notícias teve acesso, identifica o homem apontado na denúncia como Carlos Eduardo Andrade Ponce. O documento registra que Leonardo compareceu à Central de Polícia Judiciária de Lins acompanhado de um advogado e apresentou materiais relacionados à publicação, incluindo metadados. A ocorrência foi encaminhada para apreciação do delegado responsável.

Ataques começaram no primeiro turno, relata coletivo

Em entrevista ao ICL Notícias, Leonardo contou que os ataques começaram durante o primeiro turno das eleições. Segundo ele, o mesmo homem teria publicado uma mensagem oferecendo R$ 10 a cada pessoa que comentasse figurinhas de Jair Bolsonaro nas publicações do Coletivo SOMOS.

“A gente viu, o pessoal começou a comentar um monte de coisas no nosso perfil”, relatou o fundador da organização.

Diante da mobilização, integrantes do coletivo denunciaram a conta do homem ao Instagram. Segundo Leonardo, o perfil acabou sendo derrubado.

Após o resultado do segundo turno, o autor do vídeo voltou a atacar o coletivo, desta vez direcionando as ofensas ao perfil pessoal de seu fundador. Na gravação, ele responsabiliza apoiadores do PT pela suspensão de sua conta e também insulta beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família.

Leonardo afirmou que não conhece pessoalmente o homem apontado como responsável pelas publicações, embora ele seja conhecido entre moradores mais jovens de Lins.

Polícia registra ameaça e discriminação

O boletim de ocorrência foi elaborado nesta terça-feira (27), no Centro de Polícia Judiciária de Lins. O documento enquadra os fatos, para fins de registro, como ameaça, prevista no artigo 147 do Código Penal, e crime relacionado à discriminação, previsto na Lei 7.716/1989.

O histórico policial destaca que as manifestações ocorreram em meio ao resultado eleitoral e registra a necessidade de investigação para esclarecer os fatos. Leonardo também formalizou sua representação e apresentou documentação relacionada às publicações.





ICL Notícias

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