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segunda-feira, 30 março, 2026
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Futuros avançam com queda dos títulos do Tesouro dos EUA e tensão geopolítica no radar

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Os futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta segunda-feira (30), após o índice à vista encerrar a última semana no menor nível desde agosto. O movimento ocorre em meio à estabilização do dólar e à queda dos rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo dos EUA), refletindo a revisão das expectativas de juros nos Estados Unidos.

Os títulos recuaram em toda a curva, com a taxa de dois anos cedendo para 3,89%, após o mercado reduzir a probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense, em 2026. A mudança de percepção acompanha o aumento das tensões no Oriente Médio, que intensificam os riscos de desaceleração econômica global.

O avanço do petróleo reforça esse cenário. O Brent chegou a US$ 116 por barril, sustentado pela escalada do conflito envolvendo Irã e aliados dos EUA. Apesar do choque inflacionário provocado pela commodity — que pressionou o mercado de renda fixa nas últimas semanas —, gestores avaliam que o impacto negativo sobre o crescimento tende a prevalecer, favorecendo a queda dos yields.

No Brasil, a agenda econômica inclui a divulgação da pesquisa Focus do Banco Central, com atualização das expectativas para a inflação de 2026 após o IPCA-15, além do IGP-M de março, projetado em alta de 0,51%. No campo político, permanece indefinida a negociação entre o governo federal e os estados sobre a subvenção ao diesel.

Brasil

Ibovespa encerrou a semana em alta de 3,03%, apesar da queda de 0,64% na sexta-feira (27), aos 181.556 pontos. O movimento reflete um mercado que tenta se estabilizar após um mês marcado por forte incerteza devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, mas ainda sem direção clara.

No câmbio, o real apresentou valorização de 0,28% frente ao dólar, a R$ 5,24, embora a trajetória da moeda norte-americana siga volátil. O mesmo padrão se repete nos juros futuros, que continuam oscilando diante da ausência de consenso sobre o cenário econômico.

Europa

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, com os investidores avaliando a escalada na guerra com o Irã, que entra em sua quinta semana. No começo da sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 abriu em queda, refletindo o desempenho negativo de setores como automóveis, bancos, indústria e serviços financeiros.

STOXX 600: +0,38%
DAX (Alemanha): -0,09%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,66%
CAC 40 (França): +0,01%
FTSE MIB (Itália): +0,39%

Estados Unidos

Após fecharem em queda na sexta-feira, os principais indicadores dos EUA começam a semana no azul.

Dow Jones Futuro: +0,40%
S&P 500 Futuro: +0,47%
Nasdaq Futuro: +0,46%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em queda hoje, como reflexo da guerra no Oriente Médio. O índice de referência Kospi, da Coreia do Sul, chegou a despencar mais de 5%, antes de reduzir as perdas e fechar em queda de 2,97%, a 5.277,3 pontos, enquanto o índice de small caps Kosdaq recuou cerca de 3%, para 1.107,05 pontos.

Shanghai SE (China), +0,24%
Nikkei (Japão): -2,79%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,81%
Nifty 50 (Índia): -1,58%
ASX 200 (Austrália): -0,65%

Petróleo

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, dispararam mísseis contra Israel. No domingo (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em entrevista ao Financial Times, que o país poderia “ficar com o petróleo do Irã” e cogitou assumir o controle da Ilha de Kharg, considerada estratégica por concentrar cerca de 90% das exportações iranianas.

Petróleo WTI, +1,60%, a US$ 101,18 o barril
Petróleo Brent, +2,53%, a US$ 115,42 o barril

Agenda

Na zona do euro, será divulgado o índice de confiança do consumidor de março, com previsão de queda.

Por aqui, no Brasil, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou na sexta-feira a metodologia para a definição do preço de referência do programa de subvenção ao diesel do governo federal, que entrará em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. Segundo a ANP, o preço de referência será regionalizado, definido em reais por litro e atualizado diariamente. O cálculo vai levar em conta componentes de formação de preços e parâmetros do mercado de diesel rodoviário.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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