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Segundo o terapeuta de casais e Ph.D. em relacionamento Harville Hendrix, cerca de 90% das frustrações que emergem em nossos relacionamentos não têm origem no presente, mas sim em experiências emocionais vividas no passado.
Muitas vezes, aquilo que hoje gera discussões aparentemente banais carrega memórias profundas, cristalizadas desde a infância.
Frases comuns como:
•“Você não me olha nos olhos quando falo com você”
•“Você demora a responder quando te chamo”
•“Você está sempre atrasado(a), me deixando esperar”
Podem parecer simples reclamações, mas frequentemente estão carregadas de emoções como irritação, rejeição, insegurança e abandono. A intensidade do conflito, na maioria das vezes, é desproporcional ao fato em si, justamente porque a verdadeira raiz não está na situação atual, mas em lembranças inconscientes.
Grande parte dessas frustrações está ancorada na infância: a necessidade de ser ouvido, de receber atenção, de sentir-se aceito. Quando não reconhecemos feridas emocionais, elas se manifestam nos relacionamentos adultos, dificultando a construção de uma parceria saudável e consciente.
Um exercício de autoconhecimento e parceria
Para transformar esses padrões, é essencial trazer à tona a origem das emoções. Esse processo permite não apenas melhorar a relação consigo mesmo, mas também fortalecer a parceria amorosa.
1. Liste suas frustrações de infância
Reflita sobre situações marcantes com seus pais ou cuidadores. Exemplos: sentir-se rejeitado, não ser ouvido, ou não receber atenção.
2. Compare com seu relacionamento atual
Observe se as atitudes do seu parceiro(a) despertam sentimentos semelhantes aos vividos na infância. Essa identificação ajuda a compreender a intensidade das suas reações.
3. Dialogue de forma consciente
Compartilhar a origem dessas emoções pode abrir espaço para compreensão mútua.
Por exemplo:
– “Quando você não me olha enquanto falo, lembro do meu pai me ignorando nas conversas.”
– “Quando você diz que precisamos conversar imediatamente, recordo minha mãe me chamando para me castigar.”
4. Negocie pequenas mudanças
Ao invés de cobrar de forma acusatória, peça de maneira clara e empática:
– “Olhe para mim quando conversamos, isso me faz sentir importante para você.”
– “Podemos escolher um bom momento para conversar? Assim consigo me expressar melhor.”
Dividir essas experiências com a pessoa amada não significa fraqueza, mas sim um ato de coragem e intimidade.
Esse movimento pode inspirar o parceiro(a) a refletir sobre suas próprias frustrações e, juntos, criar um relacionamento mais consciente, acolhedor e verdadeiro.
Só quando temos a coragem de encarar nossas feridas é que abrimos espaço para viver um amor que realmente vale a pena ser vivido.
Grande abraço,



