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O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta quinta-feira (17) ter revisado para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a estimativa de 2% para 2,3%. A atualização acompanha o reconhecimento de que o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos três anos superou as expectativas, apesar do atual cenário de desaceleração econômica.
A nova estimativa está em linha com as projeções do Ministério da Fazenda (2,5%) e do Banco Central (2,1%). O FMI projeta que, até 2030, o crescimento potencial do país poderá atingir 2,5% ao ano, impulsionado por uma eventual normalização da política monetária e por reformas estruturais em curso.
No curto prazo, o FMI alerta para a perda de tração da atividade econômica, atribuída ao aperto monetário, à retirada de estímulos fiscais e à elevação da incerteza política. Ainda assim, a análise destaca que a economia brasileira surpreendeu positivamente nos últimos anos e agora caminha para uma moderação esperada.
FMI coloca inflação como ponto de atenção
A inflação, no entanto, continua sendo um ponto de atenção. O FMI estima que a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), fechará 2025 em 5,2%, acima do teto da meta de 4,5% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). A expectativa é de convergência para 3% ao ano até 2027.
O organismo elogiou a atuação do Banco Central para controlar a inflação, considerando apropriado o nível atual da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior desde 2006.
O relatório também avalia positivamente os esforços do governo federal para reduzir o déficit público, destacando o compromisso com o novo arcabouço fiscal, que prevê déficit zero em 2025 e superávit primário em 2026. O fundo, contudo, recomenda a revisão de gastos tributários ineficientes e maior flexibilidade orçamentária.
Elogios
Por fim, o FMI elogiou as reformas estruturais em andamento, como a reforma tributária, a simplificação do sistema via IVA e a proposta de isenção de Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil. Para os diretores do fundo, o fortalecimento da credibilidade fiscal e monetária será essencial para manter a estabilidade econômica e ancorar as expectativas.



