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sábado, 10 outubro, 2026
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Flávio tinha conta com advogado suspeito de lavar dinheiro do INSS, diz site

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Emails obtidos pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre os descontos indevidos em aposentadorias do INSS indicam que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tinha uma conta bancária vinculada ao mesmo usuário administrador de contas do advogado Willer Tomaz, suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes previdenciárias. Os dois negam qualquer vínculo financeiro.

Segundo reportagem do UOL, a PF encontrou as mensagens durante a análise de arquivos armazenados na conta do iCloud do advogado, alvo da operação Sem Desconto. Os documentos mostram uma troca de emails entre uma funcionária do escritório de Tomaz e o banco Santander, em maio de 2025, sobre a administração de contas vinculadas ao advogado.

Em uma mensagem enviada em 22 de maio daquele ano, a funcionária Fayla Zulmira Menezes pediu ao banco que desvinculasse do usuário principal associado a Willer Tomaz uma conta identificada com o nome de Flávio Bolsonaro. O Santander respondeu no mesmo dia, confirmando a exclusão do vínculo.

Emails levam PF a aprofundar análise de vínculos bancários

O usuário principal, chamado de master pelo Santander, pode administrar operações de contas empresariais e autorizar o acesso de outros usuários. Segundo a análise da PF, a conta identificada com o nome de Flávio estava associada ao mesmo contato de administrador utilizado pelo escritório de Tomaz.

A investigação também identificou mensagens relacionadas à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o advogado é sócio. A companhia aparece entre as empresas analisadas pela PF na apuração sobre possível lavagem de dinheiro.

Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão em agosto de 2026, por suspeita de atuar na movimentação de recursos ligados ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no caso dos descontos indevidos do INSS.

Diante dos documentos, a PF apontou a necessidade de aprofundar a análise das movimentações financeiras do advogado e de suas empresas, além de suas relações com agentes públicos.

Empresas de advogado pagaram viagens de Flávio, segundo investigação

A Polícia Federal também identificou pagamentos de voos internacionais utilizados por Flávio Bolsonaro e familiares, em 2024 e 2025, por duas empresas ligadas a Willer Tomaz: Alcazar Holdings e Cathedral Holdings, ambas sediadas em Portugal.

Entre os deslocamentos está uma viagem de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, a Brasília, em janeiro de 2025, realizada pelo senador, sua mulher, suas duas filhas e o advogado em um jato executivo.

Tomaz afirmou que utilizou horas de voo correspondentes à sua participação na aeronave e que os passageiros viajaram como convidados.

Os dois também fizeram viagens internacionais juntos e mantêm uma relação de amizade reconhecida publicamente pelo senador.

Flávio e Willer Tomaz negam vínculo financeiro

Em nota enviada ao UOL, Flávio Bolsonaro afirmou que nunca manteve conta bancária administrada por Willer Tomaz ou por empresas ligadas ao advogado. O senador classificou as informações como falsas e disse que as acusações surgiram durante o período eleitoral.

Willer Tomaz também negou ter administrado qualquer conta do parlamentar. Segundo o advogado, a relação entre os dois é exclusivamente de amizade, sem negócios ou vínculos financeiros.

A operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos associativos indevidos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. As suspeitas envolvem desvios bilionários e a possível utilização de empresas e intermediários para movimentar os recursos.





ICL Notícias

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