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domingo, 5 abril, 2026
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Flávio Bolsonaro vai acabar com o Pix?

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Pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL) julga ter um grande trunfo para enfrentar Lula na corrida eleitoral: a identificação ideológica com Donald Trump. Como o menino que se sente inseguro de encarar o rival em uma briga na saída da escola e convoca o irmão mais velho para defendê-lo, Flávio faz o possível para que o presidente dos Estados Unidos interfira na eleição brasileira a seu favor.

A essa covardia antipatriótica, os bolsonaristas dão o nome de… patriotismo.

Trata-se de uma tradição de família. Quando era presidente, Jair Bolsonaro também prometeu entregar tudo o que os governantes estadunidenses quisessem, de altos cargos em organismos internacionais à exploração da Amazônia. Já Eduardo Bolsonaro foi para os EUA suplicar por interferência de Trump que livrasse o ex-presidente da condenação pelo Supremo Tribunal Federal — veio o tarifaço, gerando um prejuízo gigantesco para a economia nacional.

Agora, para conseguir o apoio de Trump a seu projeto golpista, Flávio promete mundos e fundos ao governante norte-americano caso seja eleito presidente. Em um encontro da extrema direita internacional, realizado no Texas, não teve pudor de anunciar que entregaria de mão beijada as terras raras brasileiras, que considera “a solução” para os EUA.

Como se vê, o pré-candidato a presidente do Brasil não dá a mínima para os interesses do próprio país.

Mas é preciso que Flávio se prepare para oferecer ainda mais a Trump. Relatório recente do órgão de comércio exterior da Casa Branca faz críticas ao Pix, modelo de pagamento digital que caiu nas graças do povo por facilitar as transações, sem custo. O mecanismo contraria frontalmente poderosas empresas norte-americanas.

E aí, Flávio Bolsonaro? Se for eleito presidente vai acabar com o Pix?

A julgar por toda sabujice e puxa-saquismo ao mandatário norte-americano praticados até aqui, a resposta é sim.

Esse é um tema incômodo, com o qual os coordenadores da campanha do filho 01 terão que lidar. Aliás, temas incômodos não faltarão para ele nessa temporada eleitoral, tais como rachadinha, ligação com milicianos, golpismo, etc..

Mas o Pix é um assunto que toca fundo no povão, já que muitos pequenos e médios empresários e profissionais de vários tipos tiveram sua vida muito facilitada por essa modalidade de pagamento digital. Nada menos que 90% da população adulta do país paga e recebe utilizando o Pix.

Diante de um tema de tanto apelo popular, talvez Flávio Bolsonaro não tenha a mesma desenvoltura para admitir que vai se ajoelhar para os interesses dos EUA, como fez com as terras raras. É o tipo de medida que deixaria para anunciar somente após uma suposta vitória.

Mesmo assim, o fim do Pix vai assombrar sua estratégia eleitoral desde já.

Flávio corre o sério risco de repetir o roteiro do irmão Eduardo, que depois de se humilhar tanto a Trump viu o tiro sair pela culatra. O entreguismo gerou uma onda de revolta entre os brasileiros, que condenaram a atitude.

Vejamos como o eleitor reage diante da ameaça de extinção do Pix caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

O pré-candidato do PL que descasque esse abacaxi.





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