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domingo, 27 setembro, 2026
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Flávio Bolsonaro acusa entidade de bispos católicos de espalhar mentiras

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou, neste domingo (27), pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem contribuído para a disseminação de publicações que atribuíam a ele a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Durante uma carreata em uma área nobre de Goiânia, Flávio afirmou que o PT estaria por trás da circulação do conteúdo e alegou que a suposta campanha teria contado com a participação de integrantes da CNBB.

“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse. Ele, no entanto, não apresentou nomes ou evidências para sustentar a acusação contra membros da entidade.

Na mesma ocasião, o candidato afirmou que o PT manteria uma “liga da mentira” financiada com recursos públicos. Flávio disse ainda que pretende buscar a responsabilização de pessoas que, segundo sua versão, tenham participado da divulgação das mensagens.

O senador também criticou uma decisão tomada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma publicação do humorista Antonio Tabet relacionada ao caso. Dino revogou a determinação que obrigava a retirada do conteúdo. A ordem original havia sido expedida pelo ministro André Mendonça, do STF, que também ocupa a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ministro Flávio Dino
Ministro Flávio Dino – Foto: Alejandro Zambrana/STF

Ao comentar a decisão, Flávio declarou: “O que o Flávio Dino fez hoje, seguinte, autorizou, liberou a liga da mentira do PT a atuar livremente. Só que, para desespero deles, já identificamos toda a rede e vou pedir que as pessoas sejam responsabilizadas por crimes eleitorais e também por (inaudível) cíveis. Então, a gente está muito preparado, muito tranquilo”.

A controvérsia ganhou força nos dias 23 e 24 de setembro, depois que começaram a circular nas redes sociais mensagens segundo as quais grupos evangélicos associados ao senador planejariam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Na noite do dia 24, Antonio Tabet publicou no X uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase: “a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Ao avaliar o conteúdo, Dino observou que a publicação não citava diretamente Flávio Bolsonaro nem outros integrantes de sua família.

Antes disso, Flávio havia recorrido ao TSE para contestar a publicação, classificando-a como divulgação de fato sabidamente falso, além de alegar a existência de conteúdo relacionado a ódio racial e associação com milícia. Mendonça determinou a retirada da postagem e estabeleceu que conteúdos semelhantes não poderiam ser publicados novamente, sob pena de multa de R$ 30 mil.

A decisão de Mendonça, porém, não impedia manifestações de caráter crítico, satírico ou opinativo. A restrição se aplicava especificamente a conteúdos que apresentassem como fato verdadeiro a alegação de que Flávio Bolsonaro ou familiares teriam defendido a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Procurada para comentar as acusações feitas pelo candidato, a CNBB ainda não havia apresentado manifestação até a publicação do texto.





ICL Notícias

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