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sábado, 26 setembro, 2026
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Fim de semana no Recife tem espetáculos de teatro com resgate da memória negra para crianças e adultos — Brasil de Fato

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O Espaço O Poste, principal palco do teatro negro no Recife, recebe três espetáculos autorais neste fim de outubro, com peças que passam pelo teatro biográfico, a narração oral e pelo solo de dança-teatro, com autores de Pernambuco, Bahia e do Rio de Janeiro. Todos têm classificação livre e os ingressos são gratuitos ou a preços acessíveis. O Poste fica na rua do Riachuelo, nº 641, bairro da Boa Vista, centro do Recife.

Nesta sexta-feira (24), às 19 horas, a atriz e coreógrafa baiana Fabíola Nansurê apresenta o solo Barro Mulher – um mergulho na lama da criação. Corpo, voz e música se unem para narrar a trajetória de uma mulher se refazendo à luz da memória, da sua relação com a ialorixá e com a yabá Nanã. A atriz pesquisa a individuação da mulher negra a partir do Teatro Preto de Candomblé. Os ingressos para a peça custam R$ 10.

Na tarde deste sábado (25), às 16 horas, a pernambucana Stephany Metódio, natural de Garanhuns, apresenta a sua performance Luanda Ruanda – histórias africanas, acompanhada pelos músicos Alexandre Revoredo e Nino Alves. Pensada para crianças, a apresentação une contação de histórias à musicalidade afrobrasileira, fortalecendo o resgate da ancestralidade, a imaginação de crianças negras e o enfrentamento ao racismo. Luanda Ruanda recebeu o Prêmio Pernalonga de Teatro em 2024, na categoria infantil. A entrada é gratuita.

Na próxima sexta-feira (31), às 19 horas, é a vez do bailarino fluminense Urubatan Miranda ocupar o palco d’O Poste, levando mais uma vez o seu solo de dança Negaça, em que ele reconta sua própria história a partir dos registros e memórias da Tenda Espírita Pai Jacob, em Campos dos Goytacazes (RJ). Num ambiente que remete à camarinha – espaço escuro e de iniciação -, a cena se debruça sobre procedimentos de Exu na umbanda. Os ingressos custam R$ 10.

A Ocupação Espaço O Poste é viabilizada com recursos públicos federais, através do programa de apoio a ações continuadas, da Fundação Nacional da Arte (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura. O objetivo é manter O Poste em funcionamento e dando palco para espetáculos da cultura negra, indígena, periférica e popular, destacando artistas de Pernambuco e de outros estados, com atenção especial a jovens artistas e à formação de novos públicos através de espetáculos infanto-juvenis.



Fonte: Brasil de Fato

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