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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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FGC pode começar a pagar investidores do Master em dez dias

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Os investidores dos CDBs do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro passado, devem começar a receber os valores garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até dez dias, segundo apuração do Valor Investe. Pelas estimativas iniciais do próprio fundo, o volume total de pagamentos deve alcançar R$ 41 bilhões, beneficiando cerca de 1,6 milhão de investidores, com saldo médio de R$ 25 mil por CPF.

A equipe interna do Banco Master já encaminhou ao liquidante, a EFB Regimes Especiais de Empresas, a relação detalhada de clientes e valores a serem ressarcidos, respeitando o limite de R$ 250 mil por CPF. Desde então, a lista passa por uma checagem minuciosa conduzida pelo liquidante, com apoio técnico do FGC, para a consolidação do documento final que autoriza o início dos pagamentos.

No site do FGC, há uma nota sobre o tema, que diz o seguinte: “Foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio, conforme Atos do Presidente do Banco Central publicados em 18/11/2025, n.º 1.369, 1.371, 1.372 e 1.373. Os valores garantidos, nos termos da regulamentação, serão pagos após o recebimento das informações das instituições que estão sendo consolidadas pelo Liquidante (responsável legal indicado pelo Banco Central) com o apoio do FGC. Após essa etapa de preparação da base de dados, o pedido da garantia será finalizado pelos credores: Pessoas Físicas completarão a solicitação pelo aplicativo para celulares e Pessoas Jurídicas pelo site.

Além disso, o FGC alerta que “não autoriza ou credencia nenhum tipo de Instituição ou empresa, com intuito de intermediar/propor qualquer tipo de ‘negociação’ para recebimento do valor garantido pelo FGC, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores”.

Também informa que “o atendimento do banco para outros assuntos está sendo realizado pelos canais de comunicação disponibilizados pela própria Instituição (e-mail: credores@bancomaster.com.br). Para eventuais dúvidas, entre em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br” (clique aqui para saber mais informações).

Porém, a um outro site, o Money Times, o FGC afirmou que não comenta prazos e que ainda aguarda o envio formal da lista de credores.

Demora acima da média histórica

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro, há 52 dias. Nos últimos seis casos de acionamento do FGC, o prazo médio para início dos pagamentos foi de 27 dias, o que torna o episódio do Master o mais demorado desde a quebra do Banco Rural, em 2013.

Em situações anteriores, após o recebimento da lista de credores, o FGC levou entre dois e três dias úteis para iniciar os ressarcimentos. A diferença, segundo fontes do mercado, está relacionada sobretudo à dimensão inédita da operação e às disputas jurídicas que cercaram o processo.

Entraves jurídicos e sinal verde institucional

Parte da demora foi atribuída à insegurança jurídica gerada por uma possível tentativa de reversão da liquidação extrajudicial no Tribunal de Contas da União (TCU). Esse risco diminuiu após o ministro Jhonatan de Jesus recuar da decisão que determinava uma inspeção imediata no Banco Central, ao aceitar recurso da autarquia.

Outro fator que reforçou a segurança para o início dos pagamentos foi o reconhecimento, pela Justiça dos Estados Unidos, de que a liquidação do Banco Master ocorrerá no Brasil. A decisão, proferida pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, confirmou que o processo será conduzido pela EFB, conforme determinação do Banco Central brasileiro.

Impacto financeiro para os investidores

Enquanto os pagamentos não ocorrem, os valores aplicados em CDBs do Banco Master permanecem congelados e sem rentabilidade desde a data da liquidação. Na prática, quanto maior o atraso, menor o retorno relativo para o investidor, especialmente quando comparado a aplicações conservadoras que seguem remunerando a 100% do CDI.

Quando a liquidação foi decretada, o fundo havia informado que o prazo médio de pagamento seria de até 30 dias, ressalvando que o cronograma poderia variar conforme a complexidade do caso — o que acabou se confirmando.

Reliquidação está descartada

O presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, afirmou que não cabe à Corte de Contas reverter a liquidação do Banco Master. Em entrevista ao SBT News, ele reforçou que o papel do tribunal é fiscalizar a atuação do Banco Central, e não interferir na decisão. Segundo ele, o processo deve ser concluído em breve.

A liquidação foi motivada, entre outros fatores, pela venda de uma carteira de crédito considerada falsa ao Banco de Brasília (BRB) e por indícios de fraudes em fundos que podem chegar a R$ 11,5 bilhões, conforme comunicações feitas pelo Banco Central ao Ministério Público Federal.

O que o investidor deve fazer agora

Desde a decretação da liquidação, o FGC orienta que investidores com depósitos ou aplicações no Banco Master:

  • Baixem o aplicativo do FGC (Android ou iOS);
  • Realizem o cadastro básico;
  • Aguardem a notificação de liberação do pedido.

Após a validação da lista de credores, o FGC divulgará as instruções oficiais em seus canais. Todo o processo será feito digitalmente, sem necessidade de comparecimento presencial.

Como funciona o pagamento

O ressarcimento não é automático. O investidor deverá:

  • Acessar o aplicativo do FGC;
  • Completar o cadastro e informar a conta bancária;
  • Visualizar o valor disponível;
  • Assinar digitalmente o termo de solicitação.
  • Após a confirmação, o depósito deverá ocorrer em até dois dias úteis.

 



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