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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Ex-ouvidor da polícia de SP critica envio de PMs à Baixada após execução: ‘Tem que ter inteligência policial’

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O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, na noite desta segunda-feira (15), é um sinal da gravidade da crise de segurança pública no estado, avalia Benedito Mariano, especialista em segurança pública e ex-ouvidor das polícias do estado.

“É uma tristeza, no maior estado do país, nós termos um ex-delegado-geral ser executado da maneira como foi. É uma demonstração de que nós estamos vivendo uma crise de segurança pública no estado de São Paulo, razão pela qual acho fundamental que a Polícia Federal contribua no esclarecimento dessa morte covarde”, afirma, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Ele defende que o governo paulista valorize a Polícia Civil e a coloque também à frente das investigações. “Nós temos que exigir do governo do estado de São Paulo um esclarecimento urgente dessa execução. Para identificar não só os executores, mas também procurar identificar quem são os mandantes desse assassinato cruel”, pede.

O especialista considera um erro a decisão de enviar centenas de policiais militares para a Baixada Santista após o crime. “Acho um equívoco. Nós já assistimos isso há alguns anos, com a Operação Escudo, que vitimou mais de 80 pessoas, com indícios objetivos de que não foram mortos em confronto. Para se chegar aos executores e aos mandantes desse assassinato cruel e covarde, tem que ter inteligência policial”, critica.

“O litoral vem sofrendo há tempo com ações absurdas policiais, como a Operação Escudo e a Operação Verão, que na prática não diminuíram em nada a ação do crime organizado, mas criaram tensão e medo na população”, acrescenta.

Ruy Fontes foi um dos primeiros delegados a atuar nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Para Mariano, isso reforça a suspeita de que a execução tenha relação com o crime organizado. “Evidentemente que, pela maneira pela qual se deu essa execução, o planejamento e treinamento dos executores, tem toda a lógica de que foi uma execução sob o comando do crime organizado”, analisa.

O ex-ouvidor destaca, segundo a sua análise, que o crime teria sido planejado e executado com um alto grau de treinamento. “Foi uma execução covarde, cruel, com muito planejamento. Os executores, pelas imagens nossas, tinham planejamento e treinamento para executar o doutor Rui”, diz.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

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Fonte: Brasil de Fato

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