[ad_1]
Os Estados Unidos passaram a adotar critérios mais rígidos para a emissão de vistos de imigrante, incluindo a avaliação da obesidade e da condição familiar de quem tem filhos com deficiência. As orientações foram detalhadas em um comunicado interno enviado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, às embaixadas americanas no início deste mês.
De acordo com o memorando, diplomatas devem levar em conta se o solicitante apresenta problemas de saúde que possam demandar tratamentos prolongados e caros, o que, segundo o governo, aumentaria o risco de dependência de recursos públicos após a entrada no país.
O documento também determina que seja analisada a situação de estrangeiros que tenham dependentes com deficiências ou doenças crônicas que exijam cuidados permanentes — fator que poderia limitar a capacidade de trabalhar do futuro imigrante.
O conteúdo do comunicado foi revelado pelo site KFF Health News e confirmado pela agência AFP por uma fonte que teve acesso ao material.

Restrições afetam apenas vistos de imigração
As novas diretrizes não se aplicam a turistas ou viajantes de curta duração. Vistos B1/B2, utilizados para turismo ou negócios, não serão afetados pelas mudanças. As regras são voltadas exclusivamente para quem pretende imigrar e buscar residência permanente nos EUA.
A exigência de avaliar o potencial de que um estrangeiro se torne um “fardo público” não é nova na legislação americana. No entanto, o novo governo decidiu ampliar os critérios de análise ao destacar que diversas condições médicas — como doenças cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, problemas metabólicos, diabetes, câncer e transtornos de saúde mental — podem gerar despesas de “centenas de milhares de dólares”, segundo a KFF Health News.
Governo Trump fortalece política migratória restritiva
A medida se soma a uma série de ações recentes voltadas ao endurecimento da política migratória, prioridade declarada da administração Trump. “Não é segredo que o governo Trump prioriza os interesses do povo americano”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott. Ele defendeu que o objetivo é impedir que o sistema de imigração gere custos adicionais aos contribuintes.
Nos últimos meses, foram implementadas outras restrições: o aumento da taxa de solicitação de visto de US$ 185 para US$ 250, a exigência de entrevista presencial e a obrigação de que estudantes e intercambistas deixem seus perfis de redes sociais públicos durante o processo de análise consular. Além disso, Marco Rubio buscou revogar vistos de pessoas consideradas críticas à política externa dos EUA, incluindo declarações sobre Israel.
Os EUA têm hoje o maior número absoluto de pessoas obesas no mundo, resultado de fatores como hábitos alimentares e baixos níveis de atividade física. Estimativas apontam que cerca de 40% da população americana é obesa, com índices ainda maiores em estados que apoiaram Donald Trump nas últimas eleições — dado que compõe o pano de fundo das novas regras adotadas para avaliar futuros imigrantes.
[ad_2]
ICL Notícias



