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sábado, 14 fevereiro, 2026
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EUA e UE firmam novo acordo comercial

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Os Estados Unidos e a União Europeia oficializaram, nesta quinta-feira (21), novo acordo comercial estruturado, resultado de meses de negociações, com o objetivo de ampliar o acesso mútuo a mercados e aliviar tensões tarifárias. Segundo informações da agência Reuters publicadas no site g1, o entendimento estabelece cortes significativos em tarifas de importação, promete investimentos bilionários e sinaliza um realinhamento estratégico entre os dois blocos frente aos desafios geopolíticos e econômicos atuais.

A essência do acordo comercial envolve uma tarifa unificada de 15% dos EUA sobre a maioria das importações da UE, abrangendo setores como automóveis, semicondutores, produtos farmacêuticos e madeira. Em contrapartida, a União Europeia se comprometeu a eliminar tarifas sobre todos os produtos industriais norte-americanos e a garantir acesso preferencial ao mercado europeu para frutos do mar e produtos agrícolas dos EUA.

Um dos pontos mais sensíveis do acordo comercial diz respeito ao setor automotivo. Atualmente, as tarifas aplicadas pelos EUA sobre carros e peças europeias chegam a 27,5%. Com o novo acordo, Washington promete reduzir essa taxa — mas o corte só será implementado quando Bruxelas apresentar a legislação necessária para cumprir sua parte.

O anúncio oficial foi feito após uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, realizada em Turnberry, na Escócia, no final de julho. A formalização nesta semana ocorre em um momento de renovadas negociações entre os líderes para conter os impactos da guerra na Ucrânia e reforçar alianças econômicas diante da instabilidade global.

Acordo comercial prevê alívio tarifário em semanas

O alívio tarifário, segundo autoridades americanas, pode entrar em vigor dentro de “semanas” e terá efeito retroativo ao primeiro dia do mês em que a legislação europeia for oficialmente apresentada. Além do comércio de bens, o pacto também avança sobre áreas tecnológicas e energéticas.

A UE reiterou a intenção de adquirir até US$ 750 bilhões em gás natural liquefeito (GNL), petróleo e energia nuclear dos EUA, além de US$ 40 bilhões em chips de inteligência artificial produzidos nos Estados Unidos. Já o bloco europeu se comprometeu a canalizar US$ 600 bilhões adicionais em investimentos estratégicos em setores-chave da economia americana até 2028.

O acordo também aborda aspectos regulatórios: ambas as partes prometeram combater barreiras comerciais digitais “injustificadas”, e a UE comprometeu-se a não adotar taxas de uso de rede, um ponto sensível para empresas de tecnologia.

Resposta geopolítica

Segundo uma autoridade norte-americana, o objetivo do texto conjunto divulgado é “responsabilizar” ambas as partes e garantir que as promessas avancem na prática. A declaração também deixa aberta a possibilidade de expansão futura do acordo para novas áreas, incluindo regras de origem para garantir que os benefícios sejam majoritariamente bilaterais.

Outro aspecto importante é a cooperação para proteger os mercados de aço e alumínio contra excesso de capacidade global, especialmente em relação à produção asiática. O pacto prevê a adoção de cotas tarifárias e mecanismos conjuntos de segurança nas cadeias de suprimento desses setores.

 



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