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sábado, 21 fevereiro, 2026
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EUA: Cafeterias de Nova York sentem impacto da alta nos preços após tarifas de Trump sobre o Brasil

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O tarifaço de Donald Trump de 50% sobre produtos brasileiros, que segue incluindo o café, tem gerado uma série de alertas para cafeterias em Nova York, onde o impacto das medidas do governo dos Estados Unidos EUA) pode ser devastador.

“Se essas tarifas se mantiverem, nosso negócio está em risco”, disse Antony Garrigues, sócio do Stone Street Cafe, em Manhattan, ao jornal britânico “The Guardian“. “Aqui os custos já são altíssimos, e isso pode inviabilizar nossa operação.”

Em grande parte das cafeterias de Nova York, o café vem de mais de 35 países, incluindo o Brasil. Mas não é só o produtor brasileiro que enfrenta barreiras: Colômbia, Vietnã, Etiópia e Indonésia também estão na lista. “No fim, quem paga é o consumidor americano”, afirmou Garrigues.

Em muitos estabelecimentos, os valores já subiram após o anúncio das medidas de Trump. O “Ciao Gloria”, no Brooklyn, que também importa cacau do Brasil, subiu 25 centavos no preço do café, mas tenta segurar novos repasses. “Quero manter o cardápio acessível”, disse o dono, Renato Poliafito.

Preço do café nos EUA

Segundo dados oficiais, o café nos EUA subiu 14,5% no último ano. O aumento do preço fez com que muitos consumidores mudassem seus hábitos.

O Brasil, maior exportador mundial de café e principal fornecedor dos Estados Unidos, enfrenta o que os produtores chamam de “desvantagem competitiva”. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel destaca que países concorrentes pagam tarifas menores, variando entre 10% e 27%. O setor pressiona Washington por isenção, lembrando que os EUA quase não produzem café internamente.

tarifa trump eua

Segundo dados oficiais, o preço do café nos EUA subiu 14,5% no último ano

Enquanto novos embarques brasileiros seguem parados em armazéns, a China autorizou 183 empresas do país a exportar para seu mercado. Mesmo assim, a expectativa é de que leve tempo até que os contratos se consolidem.

Colômbia e Vietnã, por outro lado, enxergam oportunidade para ampliar participação. Produtores colombianos veem até vantagem imediata: com tarifa de apenas 10%, esperam ocupar parte do espaço deixado pelo Brasil. “Isso nos beneficia, mas só no curto prazo. O cenário pode mudar antes que novos pés de café comecem a produzir”, ponderou Alejandro Lloreda, de Medellín.

Em Nova York, o clima é de incerteza. “As grandes corporações conseguem se ajustar. Para pequenas cafeterias, trata-se de sobreviver ou fechar as portas”, disse Poliafito. Nick Kim, gerente da Koré Coffee, resumiu: “É triste saber que coisas ruins virão e não termos como mudar.”



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