Os Estados Unidos anunciaram que irão liberar 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica em uma tentativa de conter a recente disparada dos preços da commodity no mercado internacional. A medida foi confirmada na quarta-feira (11) pelo secretário de Energia, Chris Wright.
Segundo o governo norte-americano, a liberação integra uma ação coordenada internacional para amenizar o impacto da crise energética provocada pela escalada militar provocado por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
De acordo com Wright, a operação faz parte de um pacote maior que prevê a disponibilização de 400 milhões de barris de petróleo, iniciativa articulada pela Agência Internacional de Energia, que reúne 32 países consumidores da commodity.
A liberação dos estoques norte-americanos deve começar na próxima semana e se estender por cerca de 120 dias, com o objetivo de ampliar a oferta global e reduzir a pressão sobre os preços.
Reservas estratégicas são estoques mantidos por governos para responder rapidamente a crises de abastecimento ou choques de mercado.
Escalada militar pressiona mercados
A decisão ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Os EUA e Israel iniciaram ataques contra o território iraniano em 28 de fevereiro, provocando uma reação imediata de Teerã. O governo iraniano respondeu com ofensivas contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases militares norte-americanas.
A escalada elevou o risco para o fluxo global de energia, especialmente no Golfo Pérsico — uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento mundial de petróleo.
Ameaça ao fluxo de petróleo
Em meio ao conflito, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou que poderá bloquear embarques de petróleo provenientes do Golfo caso os ataques liderados por Washington e Tel Aviv continuem.
A possibilidade de interrupção no transporte da commodity provocou forte reação nos mercados internacionais, pressionando os preços do petróleo e ampliando temores de impacto sobre a economia global.
Mais cedo, ao ser questionado sobre o uso da reserva estratégica, o presidente Donald Trump afirmou que o governo estava disposto a reduzir parcialmente os estoques para estabilizar o mercado.
Reposição planejada
Apesar da liberação emergencial, o governo norte-americano afirma que pretende recompor os estoques no médio prazo.
“Os Estados Unidos planejam repor essas reservas estratégicas com mais de 200 milhões de barris no próximo ano”, disse o secretário de Energia em um comunicado.
A estratégia busca equilibrar a necessidade de estabilizar os preços no curto prazo sem comprometer o papel das reservas como instrumento de segurança energética.



